domingo, 31 de agosto de 2014

Desafio das cartas: seus sonhos

Aos sonhos que me fazem ser quem eu sou...
Sonhos, são sempre tão suaves, infantis as vezes...
Como descrevê-los fugindo do óbvio?
Os sonhos em sua essência são tão individuais, particulares e diversos.
Sua beleza consiste exatamente nessa diversidade, os meus sonhos em sua maioria muda conforme vou amadurecendo, mas existem alguns que insistem, persistem!
Estes talvez sejam os mais latentes em minha caminhada.
Vou começar contando alguns que consegui realizar
O primeiro sonho realizado foi na minha infância, não foi do jeitinho que eu imaginava mas aconteceu, eu sonhava quando criança em ver a Xuxa e sua trupe, mas queria ir no programa, de preferência descer em sua nave... Mas fui em um grande evento em minha cidade e pude ver lá de longe aquela pessoa linda, loira e alta, dancei horrores ao lado dos meus primos no auge dos meus seis anos...
Um pouco mais velha e mais sábia, lá pelos meus nove anos desejei ardentemente ter uma bicicleta, acontece que eu venho de uma família não muito abastada, somos cinco irmãos ao todo, minha mãe e meu padrasto eram pessoas simples e trabalhadoras então dar uma bicicleta para um dos filhos em tempos de inflação oscilante era algo muito difícil, minha mãe sempre nos presenteou nas datas comemorativas e sempre fez questão do almoço ou jantar comemorativo e dos cinco filhos ao seu redor, e nossos presentes eram simples mas nunca faltaram, bem a bicicleta chegou de forma diferente, era o meio de transporte do meu padrasto para o trabalho, quando ele chegava em casa cansado e sujo de tinta de parede ( era pintor de residências) eu já estava no quintal esperando para andar de bicicleta, era um dos melhores momentos do meu dia, eu precisava ficar em pé pedalando pois se eu me sentasse no banco não alcançava o pedal, mas me divertia muito.
Por volta dos doze anos os sonhos começaram a mudar, nessa época ganhei quase 10 kg e fiquei acima do peso, logo passei a sonhar com medidas mais pequenas, e la foi a Carol fazer caminhadas e dietas, consegui, o peso se normalizou por volta dos quatorze anos. 
Nesta mesma época comecei a sonhar com o príncipe encantado, imaginava tudo, aparência física, estilo, gostos pessoais do moço, e conheci alguém assim com dezesseis anos, se tornou o pai das minhas filhas, nos casamos muito jovens o conto de fadas chegou ao fim, mas foi uma daquelas histórias típicas de filmes da sessão da tarde, o carinha mais popular da escola que se encanta pela nerd estranha... Ficaram as lembranças dos momentos bons.
Um pouco depois aos vinte seis anos decidi cursar Ciências Biológicas que era um sonho que carregava comigo desde a infância, com esse curso pude realizar outro sonho, conhecer o mar, fui para uma ilha linda lá em Angra dos Reis, foi um lindo sonho que se realizou.
Aos vinte nove anos realizei um sonho que na minha opinião foi um dos mais importantes, comprei minha casa, sempre falei que queria ter um lugar para chamar de meu, e essa foi uma realização significativa.
Sonhava em montar minha biblioteca particular, em 2010 comprei uma estante bem grande e iniciei minha coleção, tenho por volta de 150 livros, e a biblioteca só cresce. 
Aos trinta e dois ganhei um soneto com meu nome, sou uma mulher romântica, amo poesias e esse foi um sonho antigo realizado com a ajuda de outra pessoa, sempre sonhei em ser musa de algum poeta.
Estes foram os sonhos mais significativos, que realizei aos poucos.
Tenho muitos sonhos aqui guardadinho comigo que vou realizar, como o de fazer mestrado e doutorado, perder o medo que tenho de dirigir e dominar o volante, aprender Frances, Italiano e Catalão, publicar um ou vários livros, estou escrevendo um romance gótico mas não tenho muito tempo, conhecer vários estados brasileiros com toda a diversidade cultural, fazer um mochilão pela Europa, ver minhas filhas formadas, conseguir deixar minha cozinha bem equipada este já estou realizando, e finalmente conseguir envelhecer bem, com saúde, com um moço ao meu lado e ter o privilégio de conhecer netos e bisnetos.
Sonho também em morrer em paz, velhinha e dormindo, sonhando com um céu bem estrelado...   
Sinceramente 
                  Carol 




quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Querido diário...

Olá para quem me lê, tudo bem?
Eu sou uma pessoa que tenta ver o lado bom, o positivo, pegar o limão e fazer uma limonada, caipirinha ou uma bela torta, mas meu lado pessimista me persegue, e me faz ter cautela a maioria das vezes.
Quando vejo pessoas se matando de trabalhar, brigando por ninharias ou não, se exibindo nas benditas/malditas redes sociais sempre penso, que merda, vamos todos morrer, virar comidinha de bactérias, e sabe-se lá para onde vamos, se é que vamos...

Nosso tempo de vida é tão curto, mas tão curto,  com qualidade de vida então, menor ainda.
Bem, as perguntas de sempre martelam em minha mente, qual o meu ou o seu objetivo de vida?
Qual a nossa relevância? Existe uma relevância? Ou importância?
E dai se eu ou você não acordarmos amanhã?
A vida continua, o mundo não para, pessoas vão nascer, morrer...
Entende o que eu quero dizer?
As vezes tenho saudades de quando eu era inocente ou do que me trazia esperança...

E você, o que tem feito pela sua felicidade, mas a real,  não a que vai te fazer famoso, ou rico, ou mais belo.
Mas a que faz seu coração inchar de tanta alegria.
Tem feito coisas bacanas?
Tem sido gentil ultimamente?
Conversado com quem mora na mesma casa que você?
Tem sido você mesmo ou apenas um produto...
Cuidado, o ponteiro do relógio não para.

Enfim, é só uma espécie de desabafo, gostaria de verdade que você que me lê agora aproveitasse bem sua vida, de forma saudável, pois como falei antes a vida é muito curta, passa voando, somos apenas poeira do espaço com data de vencimento.
Hoje fiz coisas que me traz felicidade, tomei um milk shake bem gelado de morango com pedacinhos de frutas, comprei dois livros que estavam na minha lista, presenteei minhas filhas e pude sentir meu coração transbordando de amor com o sorriso delas, assisti mais um capítulo de uma série que estou acompanhando e amando, olhei alguns blogs, li Harry Potter 4, contei duas histórias para Bruna antes dela dormir.
E fiz tudo isso com pouco dinheiro, honestamente, sem humilhar ninguém e sem self...
Se é para viver pouco por aqui (no máximo 130, 135), que seja sempre assim.

Snoopy que é esperto...

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Let Me In ou Deixe-me entrar - Resenha do filme


Deixe-me entrar é um remake do filme Sueco Deixa ela entrar de 2008, que por sua vez foi inspirado no livro de John Ajvide Lindqvist que tem o mesmo título do filme Sueco.
O filme conta a história de Owen, um garoto de 12 anos que é perseguido por alguns garotos de sua sala, é um menino inteligente cujo os pais estão se divorciando e acabam por negligencia-lo tanto em termos de atenção quanto na educação, ele vive com sua mãe e um conjunto de apartamentos.
Owen passa seu tempo observando os seus vizinhos, em um desses dias ele vê a chegada de uma garota chamada Abby, e um senhor, aparentemente seu pai, para morar no apartamento ao lado do seu, uma noite Owen decide conversar com a garota, que apesar da neve que cai se encontra descalça e com um casaco simples por cima da roupa, ele estranha mas não se importa faz apenas um simples comentário em relação ao mau cheiro da garota, que se incomoda mas não replica de forma agressiva, os dois constroem uma amizade e Owen começa a perceber que a garota não é uma menina como outra qualquer. O filme estreou nos cinemas em 2010.

Minha opinião
O filme segue a linha clássica do horror, não tem muito suspense e conta com cenas que vão direto ao ponto, assisti as duas versões e gostei mais dessa por ter uma fotografia mais romântica e diálogos mais calorosos entre os protagonistas, a versão Sueca eu achei muito direta mas também é um bom filme, presumo que seja uma questão de gosto pessoal, pretendo ler o livro para ver a história na íntegra, pelo que andei lendo em resenhas e críticas se trata de um bom livro vampiresco, ao estilo mais tradicional e que agradou aos fãs de livros com essa temática.  

Fotografias do filme












Trailer do filme

sábado, 23 de agosto de 2014

Desafio das cartas: seu irmão ou parente mais próximo

Minhas filhas
Escrever sobre vocês equivale a um dia de verão, vocês são a melhor coisa que fiz.
Cada uma com sua personalidade única e que se completam formando um todo, sei que não estarei sempre por perto para proteger e aconselhar mas quero que as duas saibam que o mundo é lindo de se viver, só temos que tomar cuidado com as pessoas...
Aqui coloco alguns conselhos e espero que tenham paciência para ler e seguir:
Vocês são lindas independente do peso, espinhas, ou qualquer outra coisa que venha aparecer no corpo de vocês.
O amor é algo tranquilo e que traz paz, de outra forma não é amor e sim paixão ou carência.
Papai e mamãe te amam e sempre querem seu bem, se damos alguma bronca ou dizemos não, é para guiar as duas por um caminho melhor.
Estudos nunca acabam, se querem ser boas profissionais
Guardem seus segredos dos "melhores amigos"
Não comprem a prazo
Não gastem mais do que se ganha  
Respeite as pessoas, mas sejam espertas em relação ao famoso jeitinho brasileiro.
Sabedoria não se adquire na escola mas com as experiências
Tirem boas notas mas principalmente, entendam a matéria que está sendo aplicada
Se casem apenas se tiverem certeza e com alguém que vocês conheçam a família
Internet não é a casa de vocês, portanto tenham cuidado redobrado
Amem a si mesma, e confiem em toda a educação que tem recebido de seu pai e minha também
Não jogue óleo ou gordura na pia, a natureza agradece e a encanação também
Independente do que aconteça tenha fé, as coisas sempre se ajeitam
Se saírem de salto alto levem um chinelo estiloso na bolsa
Maquiagem é algo para encobrir algumas falhas menos é sempre mais
Aprendam a cozinhar e cuidar de uma casa
Sejam independentes mas não percam a feminilidade vocês são meninas (logo serão mulheres), devem exigir serem tratadas com gentileza e respeito
Sejam sempre amiga uma da outra, se protejam, se amem e nunca se afastem
Faça sempre o bem e sejam corretas
A primeira coisa de valor para se comprar é a casa própria, afinal é um bem que só valoriza
Aproveitem a vida e viva cada fase porque são únicas
Os amigos da infância e adolescência provavelmente serão os da vida adulta, valorize e não os perca
Obedeçam o papai e a mamãe!
É isso minhas menininhas, tentem fazer sempre o melhor e respeitem os limites de vocês, as duas são pessoinhas maravilhosas, especiais e muito amadas, a mamãe ama vocês do jeitinho que são, e sabe que as duas serão pessoas tranquilas e de bem.
Um beijão e um abraço bemm apertado.
Sua mamãe




segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Escritor, você é poesia!



Não basta escrever bem, tem que ser poesia.
Saborear as palavras, todas!
Viver poesia, ver poesia, transformar em verso cada tapa da vida.
Encontrar nos becos mais obscuros da mente, uma razão para encantar quem lê sua rotina...
Saboreie cada leitura, transforme em algo aprazível
Escreva bobagens em guardanapos de boteco, enquanto toma um porre
Transforme o último fora em uma crônica ao estilo Nelson Rodrigues
Não tenha medo do que irão pensar
Deixe a censura para os tolos, coloque para fora tudo o que te enlouquece
Descobrirá que muitos insanos se identificam com o que molda em palavras
Transforme sua obra em uma religião, decrete luto oficial nos dias de bloqueio criativo...
Deixe a poesia sair dos teus poros, se misturar com sua pele, escorrer por teu braço
E se criar em suas mãos.
Viva sua vida como se fosse seu livro favorito, ouça as batidas do seu coração
Cada músculo do miocárdio batendo, trabalhando, bombeado sangue...
Transforme esse sangue em tinta, pegue sua pena poeta ou poetisa, e faça o seu melhor...
Seduzir, encantar, chocar.
Escreva, não pare com uma crítica, mas peço-te não abandone a poesia
Se a tristeza se aproximar dance com ela.
Se a decepção bater em sua porta, ofereça um bom vinho.
Se o coração for partido faça um soneto, ou um livro... Com direito a morte do mocinho.
Mas não pare jamais, esse é seu dom, seu ofício.
Brincar com as palavras, transformar o feio em bonito
Fazer da vulgaridade uma odisseia sensual
E do pranto sentido uma linda melodia.
Escreva poesia, viva poesia, seja poesia!






sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Poesia na música...

Tinha suspirado,
tinha beijado o papel devotamente! Era a primeira vez que lhe escreviam aquelas sentimentalidades, e o seu orgulho dilatava-se ao calor amoroso que saía delas, como um corpo ressequido que se estira num banho tépido; sentia um acréscimo de estima por si mesma, e parecia-lhe que entrava enfim numa existência superiormente interessante, onde cada hora tinha o seu encanto diferente, cada passo condizia a um êxtase, e a alma se cobria de um luxo radioso de sensações!

Ergueu-se de um salto, passou rapidamente um roupão, veio levantar os transparentes da janela… Que linda manhã! Era um daqueles dias do fim de agosto em que o estio faz uma pausa; há prematuramente, no calor e na luz, uma certa tranqüilidade outonal; o sol cai largo, resplandecente, mas pousa de leve; o ar não tem o embaciado canicular, e o azul muito alto reluz com uma nitidez lavada; respira-se mais livremente; e já se não vê na gente que passa o abatimento mole da calma enfraquecedora. Veio-lhe uma alegria: sentia-se ligeira, tinha dormido a noite de um sono são, contínuo, e todas as agitações, as impaciências dos dias passados pareciam ter-se dissipado naquele repouso. Foi-se ver ao espelho.

Eça de Queiróz, em "O Primo Basílio"




quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Quero ser um Hobbit...

As pessoas estão enlouquecendo ou eu não pertenço a esse mundo...
Sempre vi tudo ao meu redor de forma diferente, sou uma pessoa calada, desconfiada, um típico bicho do mato a maior parte do tempo, é o meu jeito.
E só recentemente tive a percepção do quanto sou observadora e gosto disso, me divirto quando alguém tenta me fazer de trouxa, me passar uma conversa, é engraçado o quanto somos seres imperfeitos...
Não sei, mas gosto de ficar sozinha a maior parte do tempo ou em uma companhia sincera e boa, no sentido de bondade, gentileza, simplicidade.
Felizmente conheço algumas pessoas que são assim, e essas eu guardo com muito carinho comigo, pois isso é raro hoje em dia, bondade.

Mas no geral pessoas me assustam, muito mesmo, mais do que contos de horror ou até mesmo o capiroto...
Nunca se sabe o que existe por trás de um sorriso, comentários ou sugestões.
Por essa razão eu evito ao máximo socializar, prefiro ficar na minha, quieta, assistindo aos outros, formando minhas conclusões as vezes um pouco insanas, minha mente é mais ou menos assim, caótica, com um pensamento atropelando o outro, e acabo transmitindo isso na minha escrita...
Por exemplo eu penso e analiso qual curso superior iniciar, aí me lembro que tenho a opção de investir em biologia e fazer uma pós, mas penso que para isso tenho que resolver algumas pendências como o último estágio que fiquei devendo, e que terei que pagar, mas meu orçamento tá apertado, o meu curso vai aumentar mais um ano, ai me lembro que preciso conversar sobre isso com a coordenadora, mas eu não gosto muito dela, decido fazer outro curso, investir em Letras, mas não quero ser professora, Química industrial? Não, não me imagino presa em tabelas, reagentes e afins, mas existe a Engenharia de produção então me lembro do orçamento apertado, droga! Mas e se o vírus Ebola se alastrar e extinguir uma parcela da população? E os refugiados africanos que chegam no Brasil, será que algum está contaminado? E fico com raiva, mas me arrependo pois são tão desprovidos de tudo, pronto lá vem a culpa Carol má, ruim... Então me lembro da maldita dieta e do peso que quero perder, e penso se devo ou não comer o pedaço de torta que está na geladeira afinal vou virar um esqueleto quando morrer, mas se continuar com esses quilos extras não vou conseguir um namorado, mas não quero namorar por enquanto, nossa gostei do vestido novo, mas as meninas precisam de calçados novos, esquece o vestido, mas se eu economizar em alguma coisa termino minha coleção da Jane Austen, então me lembro que tenho que pagar um encanador para concertar o banheiro, esquece livro, caramba 2:58 da madruga e a insônia que não me deixa, pego um livro e desejo mentalmente me transportar para ele, quem sabe virar um Hobbit gordo e feliz, vivendo confortavelmente em minha casinha, hum essa ideia me agrada, feliz+gordo+torta na geladeira... Adeus dieta, mas e o vírus? Será que se alastra?

Bom esse fluxo de pensamentos é um pouquinho da minha mente inquieta, por isso é que sou mais calada, já imaginaram eu falando nesse ritmo?
Credo em crus como dizem por aqui, mas como eu mencionei lá no início da postagem pessoas me assustam, comprovei isso lendo atualizações nas redes sociais da vida, cara é muito veneno, muita insensibilidade.
É por essas e outras que gosto tanto dos livros, eles não mudam, não enganam, magoam ou machucam e também gosto tanto de tortas elas de alguma forma realizam o meu sonho de virar um Hobbit
pois torta na geladeira+gordo+feliz... Plim! Me torno um Hobbit.