quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Literatura Brasileira: 100 livros essenciais - O Desafio

Olá leitores, como já comentei por aqui acompanho alguns canais literários, entre eles o da Tatiana Feltrin é um dos meus favoritos, hoje dando uma olhada por lá encontrei uma publicação de 9 de junho deste ano em que ela lançava um desafio literário, e como um dos meus objetivos de vida é ler mais autores brasileiros resolvi aderir e fazer por aqui também.
O desafio está bem explicado no link que vou deixar no fim da postagem, não vou estipular data para terminar mas vou tentar encaixar um título por vez nas minhas leituras mensais, os livros lidos colocarei em negrito.

Vamos a lista?


100 livros essenciais - O Desafio
Adélia Prado: Bagagem
Aluísio Azevedo: O Cortiço
Álvares de Azevedo: Lira dos Vinte Anos Noite na Taverna
Antonio Callado: Quarup
Antônio de Alcântara Machado: Brás, Bexiga e Barra Funda
Ariano Suassuna: Romance d'A Pedra do Reino
Augusto de Campos: Viva Vaia
Augusto dos Anjos: Eu
Autran Dourado: Ópera dos Mortos
Basílio da Gama: O Uraguai
Bernando Élis: O Tronco
Bernando Guimarães: A Escrava Isaura
Caio Fernando Abreu: Morangos Mofados
Carlos Drummond de Andrade: A Rosa do Povo Claro Enigma
Castro Alves: Os Escravos Espumas Flutuantes
Cecília Meireles: Romanceiro da Inconfidência Mar Absoluto
Clarice Lispector: A Paixão Segundo G.H. Laços de Família
Cruz e Souza: Broquéis
Dalton Trevisan: O Vampiro de Curitiba
Dias Gomes: O Pagador de Promessas
Dyonélio Machado: Os Ratos
Erico Verissimo: O Tempo e o Vento
Euclides da Cunha: Os Sertões
Fernando Gabeira: O que é Isso, Companheiro?
Fernando Sabino: O Encontro Marcado
Ferreira Gullar: Poema Sujo
Gonçalves Dias: I-Juca Pirama
Graça Aranha: Canaã
Graciliano Ramos: Vidas Secas São Bernardo
Gregório de Matos: Obra Poética
Guimarães Rosa: O Grande Sertão: Veredas Sagarana
Haroldo de Campos: Galáxias
Hilda Hilst: A Obscena Senhora D
Ignágio de Loyola Brandão: Zero
João Antônio: Malagueta, Perus e Bacanaço
João Cabral de Melo Neto: Morte e Vida Severina
João do Rio:A Alma Encantadora das Ruas
João Gilberto Noll: Harmada
João Simões Lopes Neto: Contos Gauchescos
João Ubaldo Ribeiro: Viva o Povo Brasileiro
Joaquim Manuel de Macedo: A Moreninha
Jorge Amado: Gabriela, Cravo e Canela Terras do Sem Fim
Jorge de Lima: Invenção de Orfeu
José Cândido de Carvalho: O Coronel e o Lobisomen
José de Alencar: O Guarani Lucíola
José J. Veiga: Os Cavalinhos de Platiplanto
José Lins do Rego: Fogo Morto
Lima Barreto: Triste Fim de Policarpo Quaresma
Lúcio Cardoso: Crônica da Casa Assassinada
Luis Fernando Verissimo: O Analista de Bagé
Luiz Vilela: Tremor de Terra
Lygia Fagundes Telles: As Meninas Seminário dos Ratos
Machado de Assis: Memórias Póstumas de Brás Cubas Dom Casmurro
Manuel Antônio de Almeida: Memórias de um Sargento de Milícias
Manuel Bandeira: Libertinagem Estrela da Manhã
Márcio Souza: Galvez, Imperador do Acre
Mário de Andrade: Macunaíma; Paulicéia Desvairada
Mário Faustino: o Homem e Sua Hora
Mário Quintana: Nova Antologia Poética
Marques Rebelo: A Estrela Sobe
Menotti Del Picchia: Juca Mulato
Monteiro Lobato: O Sítio do Pica-pau Amarelo
Murilo Mendes: As Metamorfoses
Murilo Rubião: O Ex-Mágico
Nelson Rodrigues: Vestido de Noiva A Vida Como Ela É
Olavo Bilac: Poesias
Osman Lins: Avalovara
Oswald de Andrade: Serafim Ponte Grande Memórias Sentimentais de João Miramar
Otto Lara Resende: O Braço Direito
Padre Antônio Vieira: Sermões
Paulo Leminski: Catatau
Pedro Nava: Baú de Ossos
Plínio Marcos: Navalha de Carne
Rachel de Queiroz: O Quinze
Raduan Nassar: Lavoura Arcaica Um Copo de Cólera
Raul Pompéia: O Ateneu
Rubem Braga: 200 Crônicas Escolhidas
Rubem Fonseca: A Coleira do Cão
Sérgio Sant'Anna: A Senhorita Simpson
Stanislaw Ponte Preta: Febeapá
Tomás Antônio Gonzaga: Marília de Dirceu Cartas Chilenas
Vinícius de Moraes: Nova Antologia Poética
Visconde de Taunay: Inocência

Então é isso leitores, espero conseguir ler todos.
  Tchau o/
                                                     
 Link do desafio: https://www.youtube.com/watch?v=-_JDSPN97Mo





quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Romances de banca, ler ou não ler, eis a questão

Olá leitores do meu bloguinho, como vão?
Hoje eu trago mais uma questão saudável para ser debatida ou lida: Romances de banca.
Lembram, já ouviram falar ou leram? Eu sim, muitos na verdade, minha pré-adolescência, adolescência e início de vida adulta foi acompanhada por essa leitura muitas vezes discriminada, injustamente diga-se de passagem, não vou fazer uma análise crítica pois não é esse o meu foco, mas quero fazer você, meu caro leitor, refletir sobre o assunto e se existir algum preconceito, se desfazer dele.

Imagem retirada do blog Livros e Opinião
 (http://www.livroseopiniao.com.br/2013/02/sabrina-julia-e-bianca-os-famosos.html)

Romances de banca são livros escritos na sua maioria por autoras desconhecidas, ainda não li nenhum exemplar escrito por homem, com exceção de Nicholas Sparks que na minha visão de leitora se encaixa perfeitamente nessa linha literária, e pelamordecristo não estou sendo preconceituosa pois tenho um livro dele na minha estante e amo tanto o filme quanto o livro, ganha um doce quem adivinhar o título...
Voltando ao assunto esses livros seguem uma linha específica em relação ao enredo e final que é sempre feliz, a maioria tem as cenas de amor entre o casal descritas detalhadamente se é que me entendem, o mocinho é sempre rico e algumas vezes um cafajeste ou solitário, as mocinhas lindas, perfeitas e indefesas, algumas não tão indefesas mas sempre são lindas, e as capas tem esse padrão da imagem acima. São quatro títulos mais conhecidos: Sabrina, Bianca, Julia e Barbara sendo esse último histórico.


De acordo com algumas pesquisas que fiz, a série Sabrina iniciou em 1977 com o título Passaporte do amor, fez tanto sucesso nas terras Tupiniquins que em 1978 foi a vez da série Júlia e em 1979 Bianca, Barbara por ser escrito pela autora inglesa Barbara Cartland não se enquadra nessas séries mas os livros ficaram populares por aqui e também eram vendidos em bancas de jornais por isso o inclui nesse gênero literário.
Existe um preconceito escancarado quando alguém afirma ler esses romances, que considerados literatura de baixa qualidade.
Bom em primeiro lugar livros ruins encontramos em todos os gêneros.
Segundo, gosto literário é subjetivo, o que é bom para você eu posso detestar por exemplo.
E por último mas não menos importante, leitura é questão de gosto, tirando as leituras obrigatórias para formação acadêmica ou formação técnica, todos temos o direito de ler o que nos agrada, isso se chama liberdade.

Falando por experiência própria vivi momentos incríveis lendo esses romances, possui coleções, sonhei, chorei e sorri com as histórias descritas nos livros, meus títulos favoritos são os das décadas de 70 e 80, e essas leituras não tiraram nada da minha formação literária, não me fizeram melhor ou pior como pessoa, fizeram o que todo livro chocolate faz, satisfazer minha necessidade do momento me fazendo feliz.
Eu poderia fazer uma lista de livros que considero chocolate, alguns considerados livros modinha atualmente, livro chocolate foi uma denominação que apelidei enquanto fazia minha graduação e estava enlouquecendo, perdida em meio a tantos artigos científicos, chatos e intermináveis, meu TCC foi sobre Fitoterápicos e um dia conversando com minha colega de classe eu brinquei e falei que queria férias para voltar a ler meus livros chocolate...   

Existem algumas pessoinhas do mal que adoram apontar o dedo e criticar quem lê romances de banca, como se ler um livro fosse certificado de cult, inteligente ou conectado com a moda, ler é algo natural na minha opinião, não confere status ou superioridade, óbvio que o leitor terá mais argumentos em uma conversa ou ao escrever, mas tem gente que gosta e tem gente que não gosta e pronto.
Eu como alguém que aprecia a literatura seja ela clássica ou Y.A. por ex não vejo motivos para alguém se sentir inferior intelectualmente por fazer essas leituras, tem gente que só lê romance de banca e daí? Outros os leem em algumas fases, outros tentam um e não gostam, algumas pessoas passam longe...
Só não acho coerente criticar as leituras alheias, principalmente se é um leitor a pessoa que está fazendo a crítica, pior , tem gente que só critica pela fama, credo fulana lê Sabrina, e acaba lendo um ou outro livro que se encaixaria perfeitamente nessa linha de romances sem saber... 
Então, você que me lê agora aposto que conhece alguém que leu ou ainda lê esses romances, ou até mesmo você já tenha lido, conheço alguns acadêmicos que se deliciam até hoje com essas leituras e nem por isso são desqualificados para discutir sobre livros ou literatura. Espero ter quebrado um pouco do preconceito que por ventura você possa ter tido até aqui. 

Um abraço o/



Links que pesquisei e achei interessante:
Sobre Barbara Cartland:

 Sobre romances de banca: 

Link para ler ou baixar Romances de banca







    



domingo, 30 de novembro de 2014

Post da madruga...

As vezes acontecem coisas bacanas na life outras vezes o marasmo aparece, o tédio entra sem pedir licença e se instala no sofá exigindo cafezinho e companhia...
Ai a vontade de postar vai para o brejo e você se senta diante do computador com sua insônia amiga de tanto tempo e se põe a escrever um texto ordinário, sentindo uma dor chata no ombro direito, lá fora a chuva ta fininha, aconchegante, e você continua entediada, se pelo menos aparecesse um dinossauro no meio da sala para dar uma sacudida nas coisas, talvez até ele e eu dançássemos um musical...
Então você lê muitos blogs fodasticos, com pessoas fodasticas, e com suas vidas mais fodasticas ainda (avisei que o texto seria ordinário) e você olha para o seu bloguinho e se lembra dos papéis de carta, colecionei muitos, três pastas recheadas que fazia invejanasamiga e percebe que você não é fodastica adorei escrever essa palavra, que você é comum, com uma vida comum, com aspirações tranquilas tipo uma casinha no campo, de preferência perto de um rio algo meio Thoreau, que você não é muito diferente da adolescente confusa e insegura de tempos atrás, apenas esta mais discreta e não escancara seus medos e desejos.
Ai você olha para o seu blog estilo papel de carta e pensa: não sou aquela coca-cola toda, mas tem um lado bom em ser assim papel de carta, podemos escrever textos ordinários as vezes sem nos importarmos com o que vão pensar. Quando se chega nesse estágio da sabedoria, em ser você mesmo, a vida se torna mais leve nos damos um desconto e escrevemos a palavra fodastica em um post...  

P.S. Conheçam Thoreau, vale a pena. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Henry_David_Thoreau)




segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Leituras de setembro e outubro

Um corpo na biblioteca
Miss Jane Marple, uma adorável velhinha que entre suas atividades gosta de resolver mistérios tem um em suas mãos, quando o corpo de uma jovem loura é encontrado na biblioteca do Coronel Bantry um respeitável cidadão.
Miss Marple recebe um telefonema e é convidada a participar das investigações pela esposa do coronel, a Sra. Dolly.
Como se trata de um mistério escrito por Agatha Chistie, não se pode dar muita informação ao falar do livro, mas no prefácio do livro escrito pela própria autora ela escreve: "Há certos chavões que pertencem a determinados tipos de ficção. O mau e ousado baronete no melodrama, o corpo na biblioteca na ficção policial. Durante muitos anos estudei a possibilidade de uma adequada variação do conhecido tema. Propus-me certas condições. A biblioteca em questão deveria ser uma biblioteca altamente ortodoxa e convencional. O cadáver, de outro lado deveria ser um corpo extravagantemente fantástico e extremamente sensacional. (...) 
Assim um senhor idoso e paralítico tornou-se o pivô da história. O coronel e a Sra. Bantry, amigos íntimos de minha Miss Marple, tinham apenas a espécie de biblioteca que eu queria. À maneira de uma receita culinária apresentem-se os seguintes ingredientes: um instrutor de tênis, uma jovem dançarina, um artista, uma jovem guia, uma recepcionista de um salão de dança etc., e sirvam-se a lá Miss Marple"!
                                                                                                              Agatha Christie  




Um longo caminho para casa
Gabriella Harrison é uma linda criança loura, pequena, com olhos azuis e que lembra uma fada, mas sua vida não é fácil, mesmo sendo filha única de um casal rico e com muito prestígio, a criança é vítima da perversidade de sua mãe e da omissão do pai.
Mas Gabriella é forte, ela sempre escuta isso apesar de não acreditar no que escuta e em meio a muita dor, sofrimento e abandono a jovem encontra um caminho para trilhar, descobre seu talento como escritora e faz amizades verdadeiras em sua caminhada.
Este é um romance delicado e triste mas que mostra o valor de um amigo verdadeiro e o preço que se paga por ser ingênua.


 Livro de mágoas 
Livro de Mágoas é o primeiro livro de Florbela Espanca, editado em 1919. A edição é da responsabilidade de Raul Proença a quem a autora envia os primeiros poemas em 1916, numa colectânea a que chamou «Trocando Olhares».

A obra abre com epígrafe a Eugénio de Castro e Verlaine e Florbela dedica-a ao seu pai, que considera o seu melhor amigo, e à sua alma irmã - o seu irmão.

Florbela centra-se, ao longo de 32 sonetos, na temática da mágoa, da dor e da saudade. "Estabelece um espaço poético único, que deseja como espaço de comunicação entre tristes e magoados" (CITI).




Vaidade

Sonho que sou a poetisa eleita
Aquela que diz tudo e tudo sabe
Que tem a inspiração pura e perfeita
Que reúne num verso a imensidade

Sonho que um verso meu tem claridade
Para encher todo o mundo! E que deleita
Mesmo aqueles que morrem de saudade!
Mesmo os de alma profunda e insatisfeita!

Sonho que sou alguém cá neste mundo...
Aquela de saber vasto e profundo,
Aos pés de quem a terra anda curvada!

E quando mais no céu eu vou sonhando,
E quando mais no alto eu vou voando
Acordo do meu sonho... e não sou nada...

Florbela Espanca








 

domingo, 23 de novembro de 2014

Li até a página 100 e...

Olá leitores finalmente iniciei a leitura do livro E o vento levou, e como cheguei na página 100 vou colocar algumas considerações sobre o livro, estava lendo o blog da Graziela Loti e lá encontrei uma Tag bacaninha com o título Li até a página 100 e... aqui no blog vou colocar não como Tag mas como uma postagem fixa, ou seja futuramente trarei mais postagens com esse título, também mudei um pouco as perguntas pode isso produção? mas se quiserem conferir na íntegra a Tag visitem o blog da Graziela, garanto que não irão se arrepender. No final da postagem deixarei o link do blog que é muito interessante. Bom, vamos as vias de fato.


Título: E o vento levou     Autora: Margaret Mitchell

Primeira frase da primeira página: Scarlet O'Hara não era linda, mas os homens raramente se davam conta disso enredados por seu encanto.

Do que se trata o livro? A história se passa no ano de 1861, no Sul dos Estados Unidos, sob o pano de fundo da sangrenta Guerra Civil norte-americana, em uma fazenda na Georgia, chamada Tara onde reside Scarlet O'Hara, jovem, bela e mimada que se transformará em uma mulher prática e forte, passando por cima de tudo e todos para realizar o que deseja.

O que está achando até agora? Estou surpresa e encantada, é um romance que conta com muito orgulho as raízes e tradições norte-americanas, sem contar que é muito diferente da literatura inglesa, começando pela questão de ter e comercializar escravos, algo que me incomodou mas prendeu minha atenção, o livro é bem detalhado mostrando a história dos pais de Scarlet e como a fazenda Tara foi adquirida e construída. 

O que está achando da personagem principal? Até o momento muito ingênua e sonhadora, a moça tem apenas 16 anos e é muito protegida e mimada, mas como é o primeiro livro e como vi o filme sei que a personagem vai crescer muito.

Melhor Quote até agora: "Estou cansada de dizer como você é maravilhoso a tolos que não tem a metade da inteligência que eu tenho, e estou cansada de fingir que nada sei, só para que os homens possam me chamar do que quiserem e se sentirem importantes"...

Vai continuar lendo? Com certeza e logo trarei minhas considerações do segundo livro

Ultima frase da primeira página: As boas maneiras lhe haviam sido impostas pelas gentis repreensões maternas e pela disciplina mais severa de sua babá negra, Mammy.

Ultima frase da página 100: "Mas é uma pena, pois não há filhos fazendeiros suficientes neste condado para formar uma tropa inteira".


 


sábado, 22 de novembro de 2014

Eu e meu jeito único...

Eu tenho poucas esquisitices, desde sempre tenho um relacionamento único com o lugar que habito, não consigo ser o tipo de anfitriã ao estilo mulherzinha, que recebe as visitas com beijinho no rosto e coisa e tal, acho tão bonitinho mas não sou assim, minha mãe é uma super anfitriã, cresceu com a casa cheia de amigos, ama dar festinhas e eu tremo quando chega o aniversário das minhas filhas, pois não tem desculpa, tenho que fazer alguma coisa para não passar em branco, quando eu era criança quase não levava amiguinhos em casa, e quando acontecia eu suspirava aliviada quando a amiga ia embora, entendam não sou uma pessoa mal-educada, de modo algum, minha educação e gentileza as vezes extrapolam mas tenho esquisitices...
Ai chega a adolescência, namoradinho em casa? Raramente, sério era um saco, só levei três sendo que o terceiro virou marido, e eu dava tantas desculpas, mas não via sentido em ficar na sala com namorado, família era muito chato, bizarro mesmo.
E agora que sou balzaca, morando sozinha, com duas garotinhas, isso ficou impossível, devo dizer que perdi algumas oportunidades de desenvolver algo promissor por isso, é algo difícil de explicar mas se alguém consegue ultrapassar essa barreira vira amigo para toda vida. E não sou o tipo insegura, ou muito tímida me defino como alguém reservada, que ama ficar em casa numa boa, com uma roupa confortável pijama e que não tem muito tato com visitas. Para ilustrar bem meu dilema vamos a um dialogo verídico que aconteceu já a algum tempo.
Ele- você vai me convidar para conhecer sua casa? ( muitos meses de amizade)
Eu- se ficarmos amigos, e eu confiar em vc porque não
Ele- adoro sua sinceridade   
E nunca o convidei, e fomos amigos por anos, e tem sido sempre assim.
Minha casa, meu reino levo isso ao pé da letra, não tenho nenhum segredo cabeludo, querido leitor do meu desabafo, apenas sou assim e imaginem o meu dilema quando as meninas crescerem, a mais velha parece ter herdado essa esquisitice da mãe mas a caçula é uma criaturinha exuberante, muito comunicativa e eu fico aflita só de imaginar, ok vai demorar mas vai acontecer...
E me imagino as vezes trazendo um estranho para o ninho, e a imagem lembra um pouco aquelas comédias pastelão, se ele não gostar da decoração? Ou se achar a vizinhança estranha? Ou se achar que manda no pedaço? Ou se não quiser ir embora? Se for um psicopata? Sério isso, tenho alguns problemas com novidades batendo a porta, bem vou encerrar pois a postagem ta ficando longa e não quero falar muito.
Antes que eu me esqueça comecei uma dieta e meu estômago ta pregado nas costas, é muito difícil ficar em forma depois dos 30 e finalmente comecei a leitura de E o vento levou, fazem dois anos que comprei os livros são dois em versão de bolso, também to aprendendo tocar violão, já aprendi como posicionar as mãos, parece bobo mas tem o jeito certo de segurar para não ter vícios e acredito eu não doer o punho.



quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Sobre praia e dias quentes

Não sou uma pessoa obvia, existem camadas e mais camadas que eu mesma ainda desconheço, todos somos assim, eu detesto praia a maior parte do tempo, odeio aquelas imagens ensolaradas de muito mar azul, areia branquinha, o mar caribenho me irrita profundamente. Quando pude conhecer o mar não foi uma experiência boa,  precisei fazer um passeio de barco a motor por uma hora mais ou menos da cidade até a ilha em que ficaríamos, foi nas férias de julho, faz bastante tempo, e eu simplesmente ficava mais no meu cantinho observando a alegria dos companheiros de viagem, biólogos em formação e professores, todos muito empolgados com a praia, e areia, e o sol, muito sol fritando os miolos, talvez eu tenha ido a praia errada, sei lá.
A única hora que realmente me divertia era quando a maré subia, a casa em que ficamos se encontrava perto do mar, o barulhinho era parecido com chuva e isso era reconfortante, também gostava de andar pela mata, a vegetação atlântica é linda e também fresca bem diferente da vegetação do Cerrado.
E a água salgada, o que é aquilo! Céus, é grudento e estranho, prefiro a água doce e densa que te puxa as vezes, até a água do mar tem aspecto ensolarado...

Não sou uma criatura que goste de praia, isso é fato, claro que as águas geladas e revoltas de um mar bravo me chamam mais a atenção, o tempo encoberto e a ressaca como os olhos de Capitu... Talvez porque as pessoas se recolham em si mesmas nesses momentos me tirando o peso de ter que sorrir e fazer a social, as sombras do fim do dia são sempre inspiradoras, mesmo que o entardecer me traga melancolia.
Ter dias assim tem ficado cada vez mais difícil é um tal de aquecimento global, efeito estufa, e tanta mudança climática que me dá nos nervos, somos fadados a morrer de calor e perder a sensação poética das tardes de chuva e dos dias de recolhimento invernal.
Tenho pena das gerações futuras.