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quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Aniversário de Jane Austen

Hoje é aniversário da escritora inglesa Jane Austen, sua escrita por vezes irônica tratava de assuntos cotidianos. Suas obras continuam atuais e nos trazem muitas reflexões acerca da vida, dos sentimentos reprimidos em nome da máscara social, da condição muitas vezes submissa da mulher. Trata-se de uma escrita inteligente e sensível, que atinge vários públicos e gêneros. Ao contrário do que pensam a maioria Jane Austen não escreveu voltada exclusivamente para o universo feminino, como forma de entreter senhoritas. Austen escreveu para pessoas, como um singelo desabafo das vicissitudes humanas.



 Para conhecer um pouco sobre Austen - http://carolinabotelhoemsenhoritaagridoce.blogspot.com.br/2013/09/jane-austen.html

 

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Bicentenário de Emma

Este ano é comemorado o bicentenário do livro Emma, escrito pela autora Jane Austen, precisamente em 18 de dezembro de 1815 ocorreu a primeira publicação.
Emma Woodhouse é bonita, inteligente, rica e egoísta. Mesmo com esse perfil nada cativante Emma não deixa de ter seus encantos.


"Ao comentar sobre Emma, Jane Austen brincou com seus leitores ao dizer que Emma é o tipo de heroína que ninguém além dela própria iria gostar muito." ( Contracapa de Emma, ed. Martin Claret) 

O livro retrata a vida e o cotidiano não só de Emma mas como dos outros personagens da trama, tem muita leveza e humor, temos também intrigas, casamentos, nascimentos, reuniões familiares e piqueniques. Mas o que torna esse livro tão especial?
A forma realista em que foi escrito, essa talvez seja uma das melhores características da escrita de Jane Austen, transformar o cotidiano, as convenções, a situação da mulher da época em algo profundo. Seus personagens  possuem qualidades e defeitos como qualquer pessoa apresenta, não existe o herói ou heroína perfeitos, existem pessoas comuns, com suas vidas comuns, mas escrito de forma tão magistral que acaba sendo impossível ficarmos indiferentes diante de suas obras     


O filme Clueless conhecido no Brasil como As Patricinhas de Beverly Hills produzido em 1995 é baseado no livro, Cher a protagonista do filme é inspirada em Emma, os pontos principais do livro foram retratados no filme.

    




terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Mansfield Park - comentando o livro


Fanny Price foi morar de favor na casa dos tios aos 12 anos de idade, os tios eram pessoas com boa posição social e de caráter irrepreensível ao menos no que diz respeito ao que se espera de uma família de bem, na Inglaterra do século 18.
A menina loura e com olhos verdes não possuía muitos atrativos físicos e nem um espírito que chamasse atenção, mas era de personalidade doce e submissa, fazendo com que os parentes se sentissem benevolentes e cumpridores dos deveres cristãos ao decidir recebe-la em sua propriedade.
Lá ela passa a conviver com seus quatro primos, dois meninos e duas meninas, Edmund o mais moço dos rapazes logo se torna o protetor e mentor de Fanny, despertando primeiro gratidão mas em seguida o amor da mesma. Mas Edmund não percebe os sentimentos de Fanny, pedindo inclusive alguns conselhos em relação a uma moça que desperta o seu interesse.
Fanny no decorrer da leitura se revela uma personagem de opinião forte, mesmo que ocultando o que realmente pensa dos que estão ao seu redor, com uma capacidade de julgar o caráter das pessoas de forma coerente e as vezes com alguns pensamentos maldosos, no livro também se comenta de forma mesmo que velada a situação de escravidão, algo não recorrente na literatura escrita por Austen.
Temos uma história bem construída, com pessoas com várias facetas de caráter, sentimentos como inveja e orgulho também aparecem, e temos o tão desejado final feliz para a maioria dos personagens.

Spoiler
Fanny price é considerada pela maioria dos leitores como a personagem menos atraente das heroínas criadas por Austen, particularmente eu gostei muito de Fanny, pois ela apresenta um comportamento condizente com a sua realidade, pois mora de favor na casa dos tios, seus primos recebem um tratamento diferenciado, mostrando o lugar de Fanny como se fosse designado para ela o papel de dama de companhia, automaticamente, logo a moça não tinha muito o que fazer.
No começo do livro chegamos a sentir raiva da passividade de Fanny diante do tratamento de uma das tias, que abusa da boa vontade da moça sem ter o mínimo de compaixão, mas os acontecimentos posteriores com os membros da família trazem a tona a importância da serenidade e bom senso de Fanny, sua calma faz com que quase todos a procure, e desperta muita ternura principalmente nos tios, mais ao final do livro.
Fanny também tem sua revelação e sua dose de gratidão, quando é mandada para passar dois meses na casa dos pais, lá ela percebe o quanto foi afortunada por ter sido educada e criada por seus tios, seu pai é um beberrão e homem de modos grossos, sua mãe é muito displicente e de certa forma preguiçosa com a casa e com a criada, deixando muito a desejar inclusive na educação dos filhos, apenas Fanny, William seu irmão mais velho e Susan uma das irmãs mais jovens de Fanny pareciam ter algum bom senso e princípios na família.
Susan inclusive acaba sendo levada por Fanny para Mansfield Park para receber a mesma ajuda e educação que Fanny recebeu no passado, e cai nas graças dos tios.
Sobre Edmund não tenho muito o que comentar, apesar de ser bondoso não me convenceu como herói no livro, a forma com que se deixou levar por uma pretendente, sua conformidade com algumas coisas me incomodou um pouco, dos heróis criados por Austen esse foi o que menos me agradou até agora.
O livro me surpreendeu e me conquistou, é uma leitura leve e muito agradável.



 
O filme
No progresso da minha leitura quis assistir ao filme Mansfield Park, que é baseado no livro, na minha opinião achei muito resumido, fazendo com que a história se tornasse confusa e bobinha, principalmente para quem não leu a obra,  recomendo que leia primeiro o livro para depois assistir o filme, que tem uma bonita fotografia, e a atriz que interpreta Fanny (Billie Piper) trouxe muita doçura e ao mesmo tempo força para a personagem 

Trailer do filme


quarta-feira, 7 de maio de 2014

Bicentenário de Mansfield Park e teste



Neste mês de maio é comemorado o bicentenário de Mansfield Park por coincidência estou lendo o mesmo, estou na página 95 ou seja no comecinho do livro, logo farei sua resenha mas quero falar um pouco do que estou achando do que li até esse momento.
Bom vou começar por Fanny Price considerada por muitas pessoas a heroína mais apagada escrita por Jane Austen eu estou me simpatizando muito com Fanny por duas características sua, a modéstia e a gratidão, a mocinha desse romance é tão simples que não se acha merecedora de nada e tem sempre gratidão pelo que lhe acontece, até o capítulo que li tem sido assim, na história também mostra toda hipocrisia existente nos núcleos familiares, sobre Edmund não tenho opinião formada ainda, o livro tem um estilo de conto de fadas, mas é claro que com a escrita irônica de Jane Austem percebe-se no progresso da leitura toda a maldade velada que encontramos no cotidiano, inclusive entre os parentes próximos.
A doçura de Fanny também me encantou pessoas doces e meigas me conquistam de cara...
Bem logo faço minha resenha com fotos do meu livro que modéstia parte é lindo *---*
Ainda sobre Jane Austen, recentemente fiz um teste na internet que falava qual heroína escrita por Jane Austem é você:
Adivinhem, sou Elizabeth Bennet ^~


Link do test: http:www.strangegirl.com/emma/quiz.php

Então é isso 
o/ tchau


  

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Orgulho e preconceito - resenha do livro


A história se passa no interior da Inglaterra, em épocas de bailes, jogos de tabuleiro e chás servidos com muito assunto, mulheres que eram primorosas em canto, bordado, pintura e tocavam instrumentos musicais, uma forma de entreter os convidados. E nesse contexto conhecemos Elizabeth e Sr. Darcy, que são os personagens centrais do livro, também somos apresentados à Jane irmã de Elizabeth que é doce, romântica, prendada e muito bela, e ao Sr. Bingley um jovem alegre e ingênuo muito amigo de Sr. Darcy.
A história mostra vários aspectos como orgulho, preconceitos, ascendência social, equívocos e julgamentos precipitados, tem muito humor irônico e diálogos perfeitos entre os protagonistas.     

Spoiler
"É uma verdade universalmente reconhecida que um homem solteiro e muito rico deve precisar de uma esposa."
E com isso se inicia a brilhante obra escrita por Jane Austen quando a mesma o escreveu antes de completar 21 anos, a critica especializada afirma que é sua obra-prima, concordo e a cada página lida meu amor por Elizabeth Bennet se torna maior, pois ela é uma mulher de opinião formada, alegre, agradável, corajosa, gentil, discreta e também romântica, pois afirmava em se casar não por interesse mas por amor genuíno coisa que ela achava difícil de encontrar devido aos casamentos arranjados da época, vinda de uma família no mínimo peculiar, Lizze e a doce Jane, sua irmã, são as únicas pessoas que possuem bom senso em seu núcleo familiar.
Seu pai Sr. Bennet é indolente com a família, mas eu me simpatizei muito com ele por possuir uma inteligência e ironia sofisticadas que deixa o personagem com muito carisma, a Sra. Bennet com seus nervos a flor da pele é de uma indiscrição histriônica que nos rende boas risadas durante a leitura, é uma mulher simplória cujo único objetivo é casar suas cinco filhas.
Sr. Darcy, bem, é um aristocrata muito rico dono de uma residencia maravilhosa localizada em Pemberley, que possui uma enorme biblioteca, antes de ler o livro eu não me simpatizava com ele mas quando vi a família de Elizabeth com todos seus defeitos gritantes, com o fator de Lizze não ser uma grande herdeira, mas mesmo assim ele se dobrar ao seu orgulho, enfrentando todo tipo de preconceitos da época e se declarar, decididamente ele se tornou meu herói favorito. 
O livro todo é enriquecido com os diálogos entre Lizze e Darcy, colocados de forma brilhante, com respostas bem elaboradas dada por Lizze e com a quebra de preconceitos de Sr. Darcy, se vendo surpreso por se apaixonar por alguém de uma classe inferior a sua, sem dúvidas é lindo ver ele se apaixonando por Lizze no progresso da leitura. O casal Jane e Bingley também é muito interessante pois são bem parecidos em suas gentilezas e sentimentos, que são puros e verdadeiros em relação a todas as pessoas que conhecem.   
O livro tem também muito humor irônico principalmente nos diálogos entre os pais de Elizabeth, se for comparado com suas outras obras essa sem dúvidas é a mais bem elaborada em termos de humor, o transformando em uma leitura leve e muito agradável.



O filme

O filme britânico Orgulho e Preconceito gravado em 2005 é meu favorito, embora não seja tão detalhado em relação ao livro mostra bem a essência da história, não fugindo em nada do que foi escrito por Jane Austen e o Sr. Darcy é perfeito e lindo! As imagens abaixo são dos atores Mattehw Macfaiden e da atriz Keira Knightley, respectivos Sr. Darcy e Elizabeth Bennet


Olha esse sorriso, amo esse ator interpretando Sr. Darcy *---*

Também amo essa atriz interpretando Elizabeth

trailer do filme

Series
A série britânica gravada pela BBC em 1995 é dividida em 6 episódios e é bem mais detalhada e mostra melhor a parte de humor do livro, Sr. Darcy é também lindo e perfeito! 

trailer da série
  

Outra série que eu amo e recomendo é Lost in Austen mas vou fazer uma resenha separada, pois é uma série engraçada e muito romântica e com direito a viagens no tempo, e o Sr. Darcy é lindo e perfeito também, eu sou irremediavelmente apaixonada pelo Sr. Darcy!  

trailer da série
    

Então é isso, um abraço e espero que minha resenha incentive a leitura do livro e também das outras obras de Jane Austen o/

sábado, 18 de janeiro de 2014

Razão e sensibilidade - comentando o livro



Razão e sensibilidade escrito por Jane Austen, foi seu primeiro livro publicado.
Conta a história de duas irmãs, Elinor e Marianne Dashwood, que com a morte do pai se viram obrigadas a se mudar para a propriedade de um parente em Devonshire. Juntamente com sua mãe e sua irmã mais nova Margaret. 
A família então parte para essa nova casa, que é considerada modesta em comparação a antiga e precisam se adaptar a sua nova realidade e estilo de vida.
Elinor e Marianne tem personalidades opostas, enquanto que Elinor apesar de ter apenas 19 anos é a prudencia em pessoa, sufocando seus sentimentos e desejos, Marianne é muito espontânea, sonhadora e imprudente também, outra característica marcante das duas irmãs é que Elinor apesar de ser uma típica dama da sociedade da época possui muita força interior e firmeza de espírito não se deixando levar pelas emoções, enquanto que Marianne é tempestiva e muito frágil sendo até mesmo uma pessoa sugestionável se deixando levar pelas aparências em lugar dos fatos.
Elinor consegue com sua postura ser ouvida e respeitada, e Marianne nos passa a imagem de uma menina mimada e cheia de vontades.
A história de amor que as duas irmãs vivem acaba dando todo o enredo do livro, que é uma trama cheia de suposições e desentendimentos, colocando a impulsiva Marianne em uma situação complicada por conta de uma amizade romântica com um jovem que tem o comportamento parecido com o seu.
Por sua vez Elinor sofre com as circunstancias de sua amizade com Edward Ferrars, em que alimenta um sentimento de amor profundo mas a sua prudencia a faz ser discreta e as vezes passar uma imagem de frieza. 
É uma história leve, romântica e bonita.     
O livro tem um final feliz que é uma característica dos livros de Jane Austen.


Existem alguns filmes sobre o livro Razão e sensibilidade, mas o de 1995 é o mais fofinho, inclusive ganhou o Oscar. 

Trailer do filme de 1995



segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Austenland - Resenha do filme


O filme conta a história de Jane, interpretada por Keri Russel uma mulher com 30 e poucos anos, solteira e com alguns poucos relacionamentos frustrados que é uma "austenmaníaca", e completamente apaixonada por Mr. Darcy, em um momento de completo stress Jane pega todas as suas economias e decide investir em uma estadia em um resort chamado Austenland, lá conhece as mais variadas figuras e a possibilidade de viver um romance verdadeiro, mas como uma obra inspirada nos romances de Jane Austen várias coisas acontecem, fazendo com que a mocinha passe por situações engraçadas, românticas e com muitas surpresas.
Austenland foi selecionado na competição de dramas do festival Sundance de 2013, que é um evento de música, teatro e filmes independente. 

Spoiler e minha opinião pessoal
Simplesmente amei essa comédia romântica e dei boas risadas com minha filha que tem 11 anos, mãe levando filha para o lado Austen da força...
Ao chegar até a casa que tenta de forma engraçada imitar a mansão de Pemberley, Jane logo de cara é apresentada como uma orfã que não tem nenhuma fortuna, causando espanto nos atores contratados pela dona do resort tudo bem ensaiado saindo de forma pouco natural, que é a proposta do filme, lá ela é apresentada para o Mr. Henry Nobley/ Mr Darcy interpretado pelo ator JJ Field, que tem a mesma postura do próprio Mr. Darcy, mas não por estar interpretando um personagem mas por se sentir ridículo fazendo esse trabalho inclusive ele é sobrinho da dona do Resort.
Jane conhece também  Martin interpretado pelo ator Bret Mkenzie que é um criado bem interessante quase um mocinho, mas no decorrer da história descobrimos que ele não é a homem dos nossos sonhos e sentimos um pouco de raiva dele seguido por pena por ser tão patético e canastrão. 
Também gostei muito da Miss Elizabeth Charming interpretada pela atriz Jennifer Coolidge, que é uma típica mulher rica, fútil mas com um coração enorme e que nos faz rir o filme inteiro em suas tentativas de viver um romance.
Obviamente Mr. Nobley tem o olhar triste e o sorriso endurecido de Mr. Darcy, pausa para o suspiro apaixonado enquanto escrevo, e o filme tem os diálogos entre Mr. Nobley e Jane cheio de cutucadas um no orgulho do outro que nos lembra Mr. Darcy e Lizze.
Bem para finalizar achei um filme delicioso, que pode ser visto por toda a família e uma ótima forma de apresentar o universo Austen para os mais jovens.
Espero que minha resenha incentive a leitura do livro Orgulho e Preconceito e também desperte a curiosidade para as outras obras de Jane Austen.
Um abraço o/

Fotos e cenas do filme






Trailer do filme



Todas as imagens foram extraídas da internet.






       
  

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Jane Austen

Oi pessoas, como vão? Estamos na primavera, achei poético escrever sobre a vida e obra de Jane Austen em uma estação de reflorescimento, algo que seus romances apesar de toda crítica irônica nos traz.
Minha resenha tem como fonte de pesquisa alguns blogs que costumo ler, meus livros e a boa e velha Wikipédia, que sendo usada com olhar crítico é um ótimo meio de pesquisa, tudo será creditado no fim da minha postagem.

Jane Austen nasceu 16 de dezembro de 1775, em Steventon, Hampshire, Inglaterra. Sendo a sétima filha do reverendo George Austen, um pároco Anglicano local, e de sua esposa Cassandra.
O reverendo Austen era uma espécie de tutor, e suplementava os ganhos familiares dando aulas particulares a alunos que residiam a sua casa.
A família era formada por oito irmãos, sendo Jane e sua irmã mais velha Cassandra as únicas mulheres.
Cassandra e Jane eram confidentes, e hoje se conhece uma série de cartas de sua correspondência.
Em 1783, Jane e a irmã foram para casa da Sra. Cawley, em Southampton, para prosseguir sua educação sob sua tutela; porém tiveram que regressar para casa devido a uma enfermidade infecciosa. Entre 1785 e 1786, ambas foram alunas de um internato em Reading, a educação que Austen recebeu ali foi a única fora do âmbito familiar, por outro lado sabe-se que o reverendo Austen tinha uma ampla biblioteca, e segundo ela mesma conta em suas cartas tanto ela quanto sua família eram "ávidos leitores de romances, e não se envergonhavam disso."
Não há provas que Jane foi cortejada por ninguém, apesar de um breve amor juvenil com James Lefroy, aos 20 anos. Em janeiro do ano seguinte, em 1796, escreveu a sua irmã dizendo que tudo havia terminado, por motivos econômicos . Pouco depois uma tia de Lefroy tentou aproximar Austen do reverendo Samuel Blackall mas ela não estava interessada.
Em 1800, seu pai decide se mudar para Bath, cidade que Jane não apreciava muito. Nessa época a família costumava ir á costa todos os verões, e foi em uma dessas viagens que Jane conheceu um homem que se enamorou dela. Quando partiu, decidiram voltar a se ver porém ele morreu, tal fato não aparece em nenhuma de suas cartas, mas foi escrito muitos anos depois, e não se sabe o quanto esse namoro possa ter afetado Austen, ainda que alguns o considerem inspiração para obra Persuasão.
Em dezembro de 1802, estando Jane e Cassandra com a família Bigg, perto de Stenventon, Harris Bigg-Wither pediu Jane em casamento, e ela consentiu. Provavelmente, rompeu o compromisso no dia seguinte, e voltou com a irmã para Bath, nem Jane e nem Cassandra Austen se casaram.  
Em janeiro de 1805, morreu seu pai, deixando a esposa e a filha em situação economicamente precária, e elas passaram a depender de seu irmão e da pequena quantia que Cassandra herdara de seu prometido.
Em 1806 os Austen se mudaram para Southampton.
Em 1809 se mudaram para Chawton, onde seu irmão Edward poderia abrigá-las em uma pequena casa dentro de uma de suas propriedades. Uma vez instalada Jane retomou suas atividades literárias.
 Jane Austen faleceu em 18 de julho de 1817 com 41 anos. Suas últimas palavras foram " não quero nada mais que a morte".
Em seu testamento, legou tudo o que tinha a sua irmã Cassandra, na época não se sabia a causa de sua morte, hoje considera-se que foi Doença de Addison.
Está enterrada na Catedral de Winchester.

Formação como escritora
Torna-se difícil precisar o momento que Jane Austen começou a escrever. A existência de caderno de notas contendo relatos assinala que o talento despertou em tenra idade, em 1791 aos 16 anos, já dispunha de um bom número de exemplares armazenados.
Seus primeiros trabalhos se caracterizavam por ser uma extensão ligeiramente inferior às suas obras mais maduras.
Sendo de uma família que promovia a aprendizagem, a leitura e as letras, Austen desenvolveu um talento especial que a levou ao desejo de compor textos, sempre representando neles os valores familiares que ela achava importante.

Obras de Jane Austen
As obra de Jane Austen marcaram um novo tipo de romance, que diferia dos demais temas que abordava. Seus romances contem uma mensagem instrutiva, assinalam o bom comportamento e mostram uma espécie de experiência fictícia, mas sempre mantendo os princípios clássicos aristotélicos de verossimilhança, isto é, estão de acordo com a realidade e oferecem por conseguinte, uma história onde os elementos que a constituem se prestam a veracidade dos fatos narrados.

Suas obras publicadas são:
Razão e sensibilidade (1811)
Orgulho e preconceito (1813)
Mansfield Park (1814)
Emma (1815)
A Abadia de Northanger (1818) póstuma
Persuasão (1818) póstuma
Existem outras obras escritas mais curtas e peças de teatro mas escreverei somente sobre seus romances mais conhecidos.        

Retrato a óleo de Jane Austen, feito em 1875, de autor desconhecido,
 baseado na aquarela feita pela irmã em 1810.   


Residência da família Austen em Chawton,
 onde Jane passou os últimos oito anos de sua vida (hoje um museu
).
A próxima resenha será sobre o livro: Razão e sensibilidade.



Sites que pesquisei: