Hoje não quero escrever muito, vou apenas ser um pouco narcisista e admirar o espelho que vejo em minha frente.
Fui sempre a "estranha" inclusive na família que nasci, eu simplesmente não me encaixava, olhares desconfiados, comentários do tipo:
- sei não, essa menina é muito calada
- que menina sonsa
- você é muito séria
E talvez a frase que mais ouvi em toda minha vida
- você é diferente, estranha...
Sabe de uma coisa, nunca me importei, não sou o tipo de pessoa que se importa com a opinião alheia ao meu respeito, se falam bem, se falam mal, se falam...
Não ligo, sou assim, alguém que normalmente não se encaixa ou se mistura e tenho momentos felizes, outros tristes, como qualquer pessoa normal, a diferença é que o meu silêncio sempre incomodou os mais próximos, ao ponto de se assustarem ao ouvir minha risada, ao verem uma ou outra lágrima que as vezes escapa.
Hoje sou mais tranquila do que antes, mais segura e mais feliz na medida do possível, costumava pensar que morreria jovem, na casa dos vinte, talvez fosse medo de envelhecer, mas como completo mais um outono neste 13 de abril, quero viver muito, muito mesmo e continuar despertando a curiosidade de muitas pessoas com o meu silêncio...
Sei que é um texto um pouco sombrio para aniversário mas acreditem, sou assim, esse é o lodo que as vezes vem a tona, mas normalmente sou rosa. Sou um rio sem foz e sem começo como escreveu Ferreira Gullar
Para quebrar a seriedade da postagem devo comentar que uma lagartixa quase caiu na minha cabeça quando fui abrir a porta, enquanto eu gritava ela balançava a cauda e me encarava.
P.s. Hoje é o dia mundial do beijo ^~