terça-feira, 26 de novembro de 2013

Surpreendendo o paladar

Ontem resolvi fazer uma receita que nunca tinha tentado e deu certo de primeira, então para mostrar meus dotes culinários porque além de linda, cheirosa, inteligente, maravilhosa... Brincadeira, mas o fato é que gosto de fazer bolos e doces, e a maioria das vezes dá tudo certo.
Então vamos a receita, com direito a fotinha no final ^^

Bolo de creme de milho
Ingredientes
2 copos e meio (americano) de creme de milho
4 ovos
2 copos(americano) de açúcar
1 copo (americano) de óleo
2 copos e meio (americano) de queijo parmesão ralado
1 copo (americano) de coco ralado
2 copos (americano) leite
1 colher (sopa) de fermento em pó

Modo de preparo:
1- coloque no liquidificador os ovos, óleo, o açúcar, o leite e bata até que fique um creme bem homogêneo.
2- acrescente o creme de milho, o queijo parmesão, o coco ralado e bata tudo até que a massa fique uniforme.
3- por último coloque o fermento químico em pó e bata só um pouquinho.
4- unte a fôrma grande com furo no meio, coloque a massa para assar em forno pré aquecido cerca de 180 graus, por 30 minutos.
Obs: não usei queijo parmesão e não interferiu no sabor ou consistência do bolo.



Então tchau o/



sábado, 23 de novembro de 2013

Leituras de outubro

O lado bom da vida
Li esse livro em um dia, achei a história bonitinha, Pat personagem principal é cativante.
A história fala de amizade, esperança e também loucura, quando Pat recebe alta de uma clínica psiquiátrica só tem uma coisa em mente: Reconquistar sua esposa Nikki o que Pat não imagina é que muitas coisas mudaram, seus amigos, seu irmão e os jogadores de seu time favorito....
E tudo que Pat precisa é voltar a vida comum e conviver com as mudanças, a sua nova filosofia de vida se torna ver o lado bom da vida, mas ele vai descobrindo aos poucos que não é tão fácil sere otimista e lutar por finais felizes.
Seu pai se tornou mais distante, sua mãe muito emotiva, seu grande amigo da faculdade um pai responsável e marido submisso... E com tudo isso Pat conhece Tiffany uma jovem bonita e atirada que também passou por momentos difíceis e que insiste em fazer parte de sua vida.
Achei a história levinha, simples é algo para ler quando se está com preguiça até mesmo de respirar, pois não exige muito esforço de nossas sinapses químicas.
Obs: O filme não fez jus ao livro, mexeu com a personalidade dos personagens principais, acabou ficando estranho, não consegui assistir até o fim. Se quiser ver só o filme recomendo mas não é dos melhores mas se for ler o livro passe longe do filme...



A culpa é das estrelas
Bom preparem os lencinhos você certamente irá usar.
 O livro conta a história de dois adolescentes Hazel Grace e Augustos ou Gus, devo dizer que me apaixonei por Gus.
Quando Hazel chega para mais uma sessão entediante do grupo de apoio conhece Augustos um jovem bonito, alto, atlético e com incríveis olhos azuis, e que não para de olhar para ela, a princípio Hazel se sente incomodada mas quando conhece melhor Augustus percebe que alem de um jovem bonito  ele se mostra inteligente e sim tem sua história com o câncer.
Os dois enfrentam seus dilemas com muito senso crítico e um certo humor negro em relação ao câncer e seus tratamentos, são dois jovens comuns que se conhecem se identificam e fazem da doença um mero detalhe em suas vidas, é possível se reconhecer em vários trechos do livro pela veracidade que é passada independente de se ter câncer ou não, principalmente na insegurança que nos envolve em nossa adolescência. Ao ler esse livro a palavra ok ganha um significado especial.
Alguns infinitos são maiores que outros... Só lendo a história para entender essa frase com sua deliciosa reticencias.


Frankenstein: ou Prometeu Moderno
Confesso que tinha um certo preconceito com esse livro, mas quando comecei a ler entendi a razão de ter se tornado um marco inaugural de uma nova modalidade literária, é um clássico na renovação de romances góticos.
Tudo se inicia com o jovem Victor Frankenstein por meio de conhecimentos de biologia, química e fisiologia cria em seu laboratório um "monstro" de aparência repugnante, apavorado com o que fez Victor se desespera e o monstro acaba fugindo iniciando uma jornada de solidão e aprendizado, e se torna inteligente, sensível e capaz mas também se torna um ser solitário, em seu desespero e sofrimento Frankenstein acabou por ir a procura de seu criador e inicia então uma história de horror morte e muita tristeza.
Eu recomendo essa leitura, nos faz refletir o quanto podemos ser preconceituosos com aquilo que consideramos fora do normal, e também mostra as consequências da solidão na vida de um ser pensante. E tem o bônus de conhecer um pouco a vida de Mary Shelley e as circunstâncias em que foi escrito o livro.
Fiquei bem impressionada ao descobrir que Mary Shelley escreveu esse livro com apenas 19 anos, sem dúvida uma mente brilhante.



Então é isso, boa leitura o/ 


    



       

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

A foto do livro


- Se alguém ama uma flor da qual só existe um exemplar em milhões e milhões de estrelas, isso basta para fazê-lo feliz quando a contempla. Ele pensa: "Minha flor está lá, em algum lugar..."

- O Pequeno Príncipe - Antoine de Saint-Exupéry 


sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Procura-se:

Procura-se alguém com o coração partido , machucado ou ferido.
Alguém que assim como eu tenha perdido a fé na humanidade.
Alguém cujo sonhos tenham sido pisado várias vezes.
Alguém que mesmo com tantas decepções, não tenha perdido a doçura.
Alguém que saiba valorizar o que é verdadeiro, e não somente as aparências.   


Procura-se um coração solitário, gentil e machucado.
Que não recue com o primeiro obstáculo.
Que não tenha medo de viver.
Um coração nobre, guerreiro e valente.
Que sorria de suas loucuras, que ame sem reservas.


Um coração que mesmo machucado, não tenha medo de amar.
Que mesmo solitário, saiba ser companheiro.
Que mesmo decepcionado seja terno.
Um coração parecido com o meu:
Machucado, carente
Solitário, calado
Triste, vazio
Calejado
Mas...
Com esperanças de encontrar sua metade. 

Por: Raiza Carolina
  

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Foto e poesia


Despedida

Eu deixarei o mundo com fúria.
Não importa o que aparentemente aconteça,
se docemente me retiro.

De fato
nesse momento
estarão de mim se arrebentando
raízes tão fundas
quanto estes céus brasileiros.

Num alarido de gente e ventania
olhos que amei
rostos amigos tardes e verões vividos
estarão gritando a meus ouvidos
para que eu fique
para que eu fique.

Não chorarei.
Não há soluço maior que despedir-se da vida.

Ferreira Gullar
(1930)




quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Leituras de setembro

Coraline
Que livro adorável, cheio de mistérios e surpresas.
Coraline é uma garotinha que vive com os pais em um enorme casarão, que também é habitado por velhinhos que nunca pronunciam seu nome de forma correta, duas ex atrizes rechonchudas que vivem com seus cachorrinhos e um senhor que afirma treinar ratos para um espetáculo.
Em um dia chuvoso Coraline explorando a casa descobre uma porta e quando consegue abrir percebe que é fechada por tijolos, mas a porta é uma passagem secreta para outro mundo, em que existem outros pais com botões no lugar dos olhos, outros vizinhos que não erram seu nome e um gato preto arrogante que fala, neste novo mundo Coraline percebe algo estranho além dos olhinhos de botões, mesmo que a refeição servida em sua nova casa seja saborosa, mesmo as roupas legais no armário, sua nova mãe é diferente com dedos longos e finos e com dentes pontudos, que olha para Coraline com cara de quem tem fome...  
A história tem um clima bem macabro com personagens estranhos e com um clima sombrio. 


                                                                                  Marina                                                                                             " Por quatro semanas, professores e psicólogos escolares me martelaram para que eu revelasse
 meu segredo. Menti, oferecendo a cada um exatamente o que queria ouvir ou podia
 aceitar. Com o tempo, todos fizeram um esforço para fingir que tinham esquecido o
episódio. E eu segui o exemplo. Nunca contei a ninguém a verdade sobre o que tinha
acontecido.
Na época, não sabia que, cedo ou tarde, o oceano do tempo nos devolve as lembranças
que enterramos nele. Quinze anos depois, a memória daquele dia voltou para mim. Vi
aquele menino vagando entre as brumas da estação de Francia e o nome de Marina se
acendeu de novo como uma ferida aberta.
Todos temos um segredo trancado a sete chaves no sótão da alma.
Este é o meu."

Gostei muito deste livro, toda a história se passa em Barcelona, lugar que o estudante de internato Oscar Drai com 15 anos passa boa parte do seu tempo andando pela cidade, em um desses passeios conhece uma linda jovem chamada Marina de forma inusitada, logo ele é apresentado ao seu pai o elegante e gentil Germán, os dois vivem em um casarão antigo e sem iluminação juntamente com Kafka, um gato preto e mimado.
A história vai se revelando aterrorizante com várias tramas paralelas, é como se existissem vários livros em um. Os dois jovens se envolvem em uma série de investigações que coloca suas vidas em risco, momentos passados com criaturas rastejantes e aparentemente sobrenaturais. As visitas de uma mulher vestida com um manto negro à uma sepultura sem nome, sempre à mesma data e hora desperta a curiosidade dos dois, que ao seguir a dama acabam conhecendo uma estufa com manequins vivos e cheiro de carne em putrefação, dando início a uma série de eventos com muita aventura e também situações de medo.  
Por outro lado Oscar passa a conviver com Marina e o seu pai no casarão sem eletricidade e inicia uma bonita amizade por Germán e um amor inocente por Marina.
O fim é triste mas muito delicado.
É um romance gótico e bem elegante.
Vale a leitura. 


Razão e sensibilidade
O outro livro que li pela terceira vez foi Razão e sensibilidade de Jane Austen mas como vou resenhar suas principais obras à começar por ele não falarei sobre o mesmo nesta postagem.

  

   

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Eu não preciso de amigos!

Li esse texto no blog Reino de Morango e me identifiquei tanto com ele que decidi postar no meu, essa condição de me encontrar sempre sozinha é algo tão familiar que não estranho, não é algo depressivo, tenho poucos e bons amigos, minhas filhas que estão sempre ao meu lado, parentes, mas estar "sozinha" é algo tão normal que não acho ruim, pelo contrário nesses raros momentos eu sou eu mesma, não que eu assuma outra personalidade quando estou acompanhada mas todos adotamos outra postura em frente a outras pessoas, bom então vamos ao texto.

Enquanto a primavera passa, o problema que sempre surge é: "Eu não tenho nenhum amigo. O que devo fazer?". Em abril as turmas mudam e o ambiente fica diferente, então com aquele olhar distraído no seu rosto, antes que se dê conta, as pessoas que você não conheceu formaram seus próprios grupos. Sem nem se dar conta, você acabou sozinho. Quando o Verão se aproxima, você está quase livre desse problema porque você esteve junto dos seus amigos nas animadas férias de verão, mas mesmo nessa estação há aqueles que não conseguem fazer amigos. 

Essas pessoas podem apenas desistir. Continue vivendo sozinho, com força. Jovens moças não precisam de amigos. Jovens moças são seres sublimes e isolados. O comportamento típico dos heróis dos meninos é formar um grupo... Tom Sawyer e Huckleberry, Getter Robo era composto de três pessoas, e mesmo o romance "Two Years Holliday" de Julio Verne tinha que ter quinze rapazes nele, nenhum dos quis independente. Mas meninas são diferentes. Alice teve sua aventura maravilhosa sozinha. Quando Anju e Zushiou foram raptadas por Sansho Dayu, Anju permaneceu lá sozinha e permitiu que seu irmãozinho escapasse. Tem também Meg-chan: "Dizem que ela é uma pessoa que pode fazer qualquer coisa, a pequena bruxa Meg é solitária", é como a música segue. 

Jovens moças têm uma existência absoluta. "Absoluto", nesse caso, quer dizer que elas não podem ser comparadas a nada mais; já que há a exclusividade, não precisam de amigos. Do mesmo jeito que Ken-san de um filme de yakuza, jovens moças estão esplendidamente sós. "Mas se eu apenas abrisse meu coração, poderia fazer amigos", dizem, mas você não pode abrir seu coração para estranhos sem que ele seja desperdiçado. Uma moça jovem é como uma brilhante jóia e seria pouco recomendado permitir que as pessoas vissem isso. Mesmo o trabalho em vidro mais frágil se tocado, possui um escudo forte protegendo-o. Por trás dessa disposição fria e segura, talvez de algum lugar distante alguém vá observar e se perguntar: que bela e tristonha garotinha. Mas esse tipo de bajulação é desnecessário. Você também deve se sentir bem se disserem: "Que criança arrogante" ou "Que criança melancólica". Se quiser fazer amigos porque não agüenta comer seu lanche só, tenha consciência do quão estúpido isso soa. Como a bela aristocrata "Butterfly Wife" Ruyzaki Reiko, de "Ace wo Nerae!", solidão é sempre o aliado de uma rainha. Quanto a mim, meus únicos amigos são minha TV e meu vaso de planta.






Créditos:
Original: Soleilnuit, por Novala Takemoto
Tradução do japonês para o inglês: Curi
Tradução do inglês para o português: Sra. Fujiwara
Extraído do blog: http://reinodemorango.blogspot.com.br/2011/03/eu-nao-preciso-de-amigos.html