segunda-feira, 9 de junho de 2014

Soneto à Carolina

Oi para quem me lê, como vão?
Coisas boas compartilhamos certo? Bem queria eu bancar a egoísta e guardar este soneto pra mim, mas como esconder o talento de um escritor e poeta? Enfim decidi colocar aqui no meu blog essa arte tão delicada, palavras lindamente metrificadas, escritas por quem tem uma alma tão ou mais bela do que as poesias que escreve, Samuel estou encantada! Você fez bem feliz o coração dessa que de cá escreve.


Soneto à Carolina

Deitada sobre rosas perfumadas...
Envolvida por abraços e beijos...
Contando estrelas pelas madrugadas
Acalentadas por fortes desejos;

Faz-se o amor nas palavras derramadas
Dos lábios consumidos por lampejos;
O correr das mãos quase sempre atadas
Pelo corpo antes preso aos reais pejos;

Que possa o coração teu bater tanto...
A ponto de atrair o mais novo amor
Para unificar-se a ti ó linda flor;

Que o luar orqueste este doce canto
Que será ouvido amável menina
Pela tua alma eleita Carolina;

Soneto- 08-06-14

domingo, 8 de junho de 2014

O poeta e a bailarina

                                                    E o poeta tocou na alma triste da bailarina,                                                                                                 Com doces palavras a fez sorrir outra vez.                                            
    E os olhos que antes choravam, um novo brilho ganhou.
As palavras que teimavam em fugir 
Agora brotavam das suas mãos. 
E a moça voltou a brincar!
Castelos de sonhos no ar desenhou,
Os mais finos tecidos em seu corpo vestiu,
Seda vermelha ornava a sua pele, 
E doces perfumes envolvia suas mãos.
E a bailarina se pois a dançar,
Um ritmo diferente que só seus ouvidos percebia
E as notas formadas por suas mãos
Eram suaves! Quase um sussurro 
Sim, um sussurro que o poeta reconheceu
E no mesmo instante os olhos se voltaram.
A música parou, um beijo, uma lágrima,
Dois corpos e um coração,
Que batiam com a mesma frequência.
E a bailarina que antes, sozinha chorava
Uma nova dança criou.
E o poeta, que tristonho no mundo vagava
Nos braços da bailarina seu lar encontrou. 




Por: Raiza Carolina

sábado, 7 de junho de 2014

Foto e poesia





Poeminha amoroso


Este é um poema de amor
tão meigo, tão terno, tão teu...
É uma oferenda aos teus momentos
de luta e de brisa e de céu...
E eu,
quero te servir a poesia
numa concha azul do mar
ou numa cesta de flores do campo.
Talvez tu possas entender o meu amor.
Mas se isso não acontecer,
não importa.
Já está declarado e estampado
nas linhas e entrelinhas
deste pequeno poema,
o verso;
te deixará pasmo, surpreso, perplexo...
eu te amo, perdoa-me, eu te amo...



Cora Coralina
(1889-1985)

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Via-Láctea - oitavo soneto




Olavo Bilac
Oitavo soneto

Em que céus mais azuis, mais puros ares,
Voa pomba mais pura? Em que sombria
Moita mais nívea flor acaricia,
À noite, a luz dos límpidos luares?

Vives assim, como a corrente fria,
Que, intemerata, aos trêmulos olhares
Das estrelas e à sombra dos palmares,
corta o seio das matas, erradia.

E envolvida de tua virgindade,
De teu pudor na cândida armadura,
Foges ao amor, guardando a castidade,

- Como as montanhas, nos espaços francos
Erguendo os altos píncaros, a alvura 
Guardam da neve que lhes cobre os flancos. 



quinta-feira, 5 de junho de 2014

Um dia daqueles...

Oi para quem me lê, tudo bem?
Hoje é um daqueles dias que dá vontade de ficar quieta em um canto para nada de ruim acontecer, sabe aqueles dias em que tudo sai do rumo? Pois é, meu bolo de fubá desandou e derramou enquanto assava, quando senti um cheiro suspeito de biscoito queimado e fui abrir o forno me veio toda aquela fumaça no rosto quase me matando, fez uma bagunça tremenda, joguei fora aquela coisa que estava parecendo um alien, e fui lavar a grade do forno, isso depois da cozinha toda limpa... u_u
Bem precisei fazer outro bolo porque a caçula queria, como negarei um bolo para uma menininha de três anos? Sujei toda a louça, liquidificador e fiz outro bolo, ainda bem que deu certo. Como se não bastasse o leite derramou enquanto fervia, sério foi o prazo de virar as costa e bum! Só escutei aquele chiado e pensei mais sujeira, sabe quando tudo conspira para te irritar? Tá sendo assim, carambola só espero que o dia termine bem, ai ligo o computador para relaxar e vou visitar blogs aleatoriamente, descubro que alguns que
sigo, leio e admiro "só está aberto para quem foi convidado", pela madrugada alguém pode me explicar como alguém que se expõe na rede faz isso? Entendo bloquear pessoas por algum motivo como desrespeito mas gente, somos pessoas, não deuses, é cada uma que parece duas viu...  
Se sigo é porque gosto, admiro respeito, me identifico, bem, que pena algumas pessoas serem assim, fazer o quê? Mas já parei de seguir, meu rostinho não vai ficar lá enfeitando...
Então é isso, um abraço para quem me leu até aqui.
Tchau o/

Dancinha para levantar o astral...

terça-feira, 3 de junho de 2014

Coisas que trazem alegria...

Talvez eu não goste tanto de mudanças, prefiro o corriqueiro café quentinho com bolinhos de manhã, almoço na sala sem pompas, tardes sossegadas sem correrias, anoitecer com muita prosa e mais cafezinho...
O aconchego das cobertas com cheirinho de lavanda, ficar de pijama e meias o dia todo, dormir agarradinho em noites frias, o olhar carinhoso e melancólico da minha mãe, observar as brincadeiras das minhas filhas, comer goiaba com casca, ler revistas em quadrinhos, assistir desenhos engraçados, mudar os móveis de lugar, comer brigadeiro na colher, comprar bugigangas para a cozinha, acordar com o sol a pino, beber suco bem gelado, comer chocolate como se chupa balinha, fazer bola com chiclete, pisar em folhas secas na pracinha, estourar plástico bolha, cheirar livro antigo. Cantar durante o banho, almoços de domingo.
    Talvez isso seja o real, e o resto apenas uma falha na matrix...                                                                        Pequenas sensações que a memória não esquece.    



domingo, 1 de junho de 2014

Bem-vindo junho

E junho chegou, de mansinho trazendo um pouco de frio
Que o frio fique lá fora!
E que aqui no peito, uma doce alegria inflame...
Que o jardim se encha de flores,
Que as flores tragam borboletas,
Que as borboletas no estômago voem...