segunda-feira, 28 de abril de 2014

Estilo musical

Hoje eu decidi postar algumas músicas que ouço, acho tão linda a voz e o estilo dessas cantoras, me inspiro muito nelas quando vou me vestir, sem contar que são musicas de qualidade em  minha opinião.



















 Espero ter inspirado vocês e que essas canções tragam muita paz e alegria quando ouvirem.
Tchau o/


sexta-feira, 25 de abril de 2014

Via-Láctea - terceiro soneto


Via-Láctea
Olavo Bilac

Soneto três

Tantos esparsos vi profusamente
Pelo caminho que, a chorar, trilhava!
Tantos havia, tantos! E eu passava
Por todos eles frio e indiferente...

Enfim! enfim! Pude com a mão tremente
Achar na treva aquele que buscava...
Por que fugias quando eu te chamava,
Cego e triste, tateando, ansiosamente 

Vim de longe, seguindo de erro em erro,
Teu fugitivo coração buscando
E vendo apenas corações de ferro.

Pude, porém, toca-lo soluçando...
E hoje, feliz, dentro do meu o encerro,
E ouço-o, feliz, dentro do meu pulsando.




    





quarta-feira, 23 de abril de 2014

Dia mundial do livro



Hoje é comemorado o dia mundial do livro e do direito do autor.
A data foi criada pela Unesco para promover o prazer da leitura, a publicação de livros e a proteção dos direitos autorais.


Boas leituras!


domingo, 20 de abril de 2014

Páscoa

Olá para quem me lê
Esse ano não me presenteei com ovo de chocolate porque os ovos estão com brindes bem mixurucas e eu estou economizando para continuar a reforma da minha casa, minhas meninas ganharam ovos de chocolates e eu peguei um pedacinho de cada...
Eu achei bem caro todas as marcas, acho que fica bem mais em conta fazer os ovos em casa e montar uma cesta personalizada, estou pensando em fazer isso na próxima páscoa.
Então é isso, boa páscoa recheada de muitos chocolates!


sexta-feira, 18 de abril de 2014

Via-Láctea - segundo soneto


Via-Láctea
Olavo Bilac

Soneto dois

Tudo ouvirás, pois que, bondosa e pura
Me ouves agora com o melhor ouvido:
Toda a ansiedade, todo o mal sofrido
Em silêncio, na antiga desventura

Hoje, quero, em teus braços acolhido,
Rever a estrada pavorosa e escura
Onde, ladeando o abismo da loucura,
Andei de pesadelos perseguido

Olhe-a: torce-se toda na infinita   
Volta dos sete círculos do inferno...
E nota aquele vulto: as mãos eleva,

Tropeça, cai, soluça, arqueja, grita,
Buscando um coração que foge, e eterno 
Ouvindo-o perto palpitar na treva 







terça-feira, 15 de abril de 2014

Salvador Dalí e animação Disney

Em 1945 Salvador Dalí começou uma parceria com Walt Disney para criação de um desenho aos moldes de Fantasia, chamado Destino, a história segundo Dalí, era uma exposição mágica sobre o problema da vida
no labirinto do tempo. Já segundo Disney era sobre uma garota em busca do amor, o animador responsável pelo projeto era John Rench, que trabalhou em clássicos imortais como Peter Pan, Alice no país das maravilhas e o próprio Fantasia,  o projeto foi adiado por causa da crise financeira da época, só que em 1999 começaram os planos de concretização da obra.
O produto final, um curta de mais ou menos 6 minutos estreou em 2003 e contem 17 segundos da animação original (o trecho das tartarugas). O filme concorreu ao Oscar de animação de 2004 mas não levou a estatueta.  



É uma belíssima animação não acham?



domingo, 13 de abril de 2014

Meu aniversário



Oi para todos, hoje é meu aniversário, apesar de ser tímida ao extremo e ficar bem sem jeito com abraços e felicitações gosto dessa data porque é minha!
Passei com minha família que fizeram um almoço com churrasco, comi horrores mas foi uma tarde tranquila e o melhor é que o pessoal já me conhecendo não me matou de vergonha com parabéns e abraços, nada como comemorar uma data assim junto com os seus. Então é isso, só queria dividir esse momento com vocês leitores anônimos ou não.
Então tchau o/

Ps: hoje é dia mundial do beijo então muitos beijos para vocês


sexta-feira, 11 de abril de 2014

Olavo Bilac, sua poesia Via-Láctea e o parnasianismo

Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac nasceu no Rio de Janeiro em 16 de dezembro de 1865 faleceu em 28 de dezembro de 1918, estudou medicina e direito mas não concluiu nenhum dos dois cursos, foi além de poeta, jornalista, crítico, inspetor da Instrução Pública e membro do Conselho Superior do Departamento Federal .
Foi defensor da instrução primária, da educação física e do serviço militar obrigatório, que considerava uma forma de combater o analfabetismo.
Escreveu a letra do hino à bandeira e foi um dos fundadores e membro da Academia Brasileira de Letras em 1896 ocupando a cadeira número 15 da entidade, foi eleito o príncipe dos poetas brasileiros. Boêmio inveterado foi um dos maiores defensores da Abolição da escravatura. Foi também um dos principais autores do parnasianismo que no Brasil surgiu no fim do século dezenove.
O parnasianismo é uma estética literária de caráter exclusivamente poético que reagiu contra os abusos sentimentais dos românticos, alguns críticos chegaram a considerar o parnasianismo uma espécie de realismo na poesia, os parnasianos ressuscitam o preceito latino de que a arte é gratuita e que só vale por si própria, justificada apenas por sua beleza formal, os parnasianos consideravam como forma a maneira do poema se apresentar, seus aspectos exteriores e a técnica de construção do poema que consiste em:
- Métrica rigorosa
- Rimas ricas 
- Preferência pelo soneto
- Objetividade e impassibilidade
- Descritivismo
Entre uma das principais obras de Olavo Bilac esta a poesia Via-Láctea que é composta por 35 sonetos que trazem o lirismo amoroso platônico.
O título da obra alude as estrelas uma constante na poesia de Olavo Bilac. 

O escritor Olavo Bilac
    

Via-Láctea
Olavo Bilac

Soneto um

Talvez sonhasse, quando a vi. Mas via
Que aos raios do luar iluminada,
Entre as estrelas trêmula subia
Uma infinita e cintilante escada

E eu olhava-a de baixo, olhava-a... Em cada  
Degrau que o ouro mais límpido vestia
Mudo e sereno, um anjo a arpa dourada,
Ressoante de súplicas, feria...

Tu, mãe sagrada! Vós também, formosas 
Ilusões! sonhos meus! íeis por ela 
Como um bando de sombras vaporosas.

E, ó meu amor! eu te buscava quando
Vi que no alto surgias, calma e bela,
O olhar celeste para o meu baixando...


Toda sexta-feira, postarei um soneto até completar a poesia Via-Láctea.

Links de pesquisa
http://educacao.uol.com.br/biografias/olavo-bilac.jhtm
http://www.techtudo.com.br/tudo-sobre/s/via-lactea-olavo-bilac.html
http://www.unievangelica.edu.br/gc/imagens/noticias/2041/file/MELHORES_POEMAS.pdf

Bilac,Olavo. Antologia: Poesias.São Paulo: Martim Clarent, 2002. p.37-55 Via-Láctea
(Coleção a obra prima de cada autor) 




quarta-feira, 9 de abril de 2014

Sakura

Certa vez me perguntaram se eu fosse uma árvore qual gostaria de ser, não gostei da ideia de ser uma árvore pelo simples fato de árvores serem estáticas, eu gosto de movimento.
Mas me lembrei das cerejeiras ou sakura e revi meus conceitos.
As cerejeiras tem flores belíssimas, um fruto bonito, gostoso, sua madeira é nobre mas o que mais me atraiu foi o hanami (literalmente ver as flores), e pensei bem se for para ser uma árvore que seja a cerejeira porque eu apesar de estar plantada sempre teria alguém para me apreciar.
A palavra sakura vem de uma lenda, sobre uma  princesa, Konohana Sakuya Hime que caiu do céu perto do monte Fuji, tendo se transformado nessa bonita flor.
Os samurais, os guerreiros japoneses, eram grandes apreciadores da flor de cerejeira, que é associada à efemeridade da vida e ao lema dos samurais: viver o presente sem medo. Assim a flor de cerejeira também está associada ao código do samurai, o Bushido.
A cerejeira fica pouco tempo florida por isso suas flores representam a fragilidade da vida.
As floração marca o fim do inverno e início da primavera no Japão e é sua flor extra-nacional oficial.
Durante a Segunda Guerra Mundial a sakura foi usada para motivar o povo japonês, a avivar o espírito nacionalista e militarista na população.
Pilotos japoneses pintavam a flor nas laterais do avião antes de embarcar em uma missão suicida ou chegavam a levar ramos das árvores consigo. Uma sakura pintada na lateral de um avião em um bombardeiro simbolizava a intensidade e a efemeridade da vida, a queda das pétalas da sakura veio representar o sacrifício do jovens em suas missões suicidas para honrar o imperador.

 






Não falei que abril é lindo?! 
tchau o/

segunda-feira, 7 de abril de 2014

A moça tecelã

Acordava ainda no escuro, como se ouvisse o sol chegando atrás das beiradas da noite. E logo sentava-se ao tear.

Linha clara para começar o dia. Delicado traço cor da luz, que ela ia passando entre os fios estendidos, enquanto lá fora a claridade da manhã desenhava o horizonte.

Depois lãs mais vivas, quentes lãs iam tecendo hora a hora em longo tapete que nunca acabava.

Se era forte demais o sol, e no jardim pendiam as pétalas, a moça colocava na lançadeira grossos fios cinzentos do algodão mais felpudo. Em breve, na penumbra trazida pelas nuvens, escolhia um fio de prata, que em pontos longos rebordava sobre o tecido. Leve a chuva vinha cumprimentá-la à janela.

Mas durante muitos dias o vento e o frio brigavam com as folhas e espantavam os pássaros, bastava a moça tecer com seus belos fios dourados, para que o sol voltasse a acalmar a natureza.

Assim, jogando a lançadeira de um lado para o outro e batendo os grandes pentes do tear para frente e para trás, a moça passava os seus dias.

Nada lhe faltava. Na hora da fome tecia um lindo peixe, com cuidado de escamas. E eis que o peixe estava na mesa, pronto para ser comido. Se sede vinha, suave era a lã cor de leite que entremeava o tapete. E à noite, depois de lançar seu fio de escuridão, dormia tranquila.

Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer.

Mas tecendo e tecendo, ela própria trouxe o tempo em que se sentiu sozinha, e pela primeira vez pensou em como seria bom ter um marido ao lado.

Não esperou o dia seguinte. Com capricho de quem tenta uma coisa nunca conhecida, começou a entremear no tapete as lãs e as cores que lhe dariam companhia. E aos poucos seu desejo foi aparecendo, chapéu emplumado , rosto barbado, corpo aprumado, sapato engraxado. Estava justamente acabando de entremear o último fio da ponta dos sapatos, quando bateram à porta.

Nem precisou abrir. O moço meteu a mão na maçaneta, tirou o chapéu de pluma, e foi entrando em sua vida.

Aquela noite, deitada no ombro dele, a moça pensou nos lindos filhos que teceria para aumentar ainda mais a sua felicidade.

E feliz foi, durante algum tempo. Mas se o homem tinha pensado em filhos, logo os esqueceu. Porque tinha descoberto o poder do tear, em nada mais pensou a não ser nas coisa que ele poderia lhe dar.

- Uma casa melhor é necessária - disse para a mulher. E parecia justo, agora que eram dois. Exigiu que escolhesse as mais belas lãs cor de tijolo, fios verdes para os batentes, e pressa para a casa acontecer.

Mas pronta, a casa já não lhe pareceu suficiente.

- Pra quê ter casa se podemos ter palácio? - perguntou. Sem querer resposta imediatamente ordenou que fosse de pedra com arremates em prata.

Dias e dias, semanas e meses trabalhou a moça tecendo tetos e portas, e pátios e escadas, e salas e poços. A neve caia lá fora, e ela não tinha tempo para chamar o sol. A noite chegava, e ela não tinha tempo para arrematar o dia. Tecia e entristecia, enquanto sem parar batiam os pentes acompanhando o ritmo da lançadeira.

Afinal o palácio ficou pronto. E entre tantos cômodos, o marido escolheu para ela e seu tear o lugar mais alto da mais alta torre.

- É para que ninguém saiba do tapete - ele disse. E antes de trancar a porta à chave ele advertiu: - Faltam as estrebarias. E não se esqueça dos cavalos!

Sem descanso tecia a mulher os caprichos do marido, enchendo o palácio de luxos, os cofres de moedas, as salas de criados. Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer.

E tecendo, ela própria trouxe o tempo em que sua tristeza lhe pareceu maior que o palácio com todos os seus tesouros. E pela primeira vez pensou em como seria bom estar sozinha

Só esperou anoitecer. Levantou-se enquanto o marido dormia sonhando com novas exigências. E descalça, para não fazer barulho, subiu a longa escada da torre, sentou-se ao tear.

Dessa vez não precisou escolher linha nenhuma. Segurou a lançadeira ao contrário, e jogando-a veloz de um lado para o outro, começou a desfazer seu tecido. Desteceu os cavalos, as carruagens, as estrebarias, os jardins. Depois desteceu os criados e o palácio e todas as maravilhas que continha. E novamente se viu na sua casa pequena e sorriu para o jardim além da janela.

A noite acabava quando o marido estranhando a cama dura, acordou, e, espantado olhou em volta. Não teve tempo de se levantar. Ela já desfazia o desenho escuro dos sapatos, e ele viu seus pés desaparecendo, sumindo as pernas. Rápido o nada subiu-lhe pelo corpo, tomou o peito aprumado, o emplumado chapéu.

Então como se ouvisse a chegada do sol, a moça escolheu uma linha clara. E foi passando-a devagar entre os fios, delicado traço de luz, que amanhã repetiu na linha do horizonte.

Marina Colasante        


                                  

terça-feira, 1 de abril de 2014

Hello april \\o \o/ o//



O mês mais lindo do ano chegou! Que seja com muitas alegrias, que venha calminho, devagarinho, recheado de flores e amores, que seja belo e até mesmo piegas, neste mês comemoro meu aniversário por essa razão gosto tanto de abril.  \o/
Abaixo uma poesia sobre o tempo escrita por um dos meus poetas favoritos ^^



O Tempo

Sou o tempo que passa, que passa
Sem princípio, sem fim, sem medida
Vou levando a Ventura e a Desgraça,
Vou levando as vaidades da Vida


A correr, de segundo em segundo

Vou formando os minutos que correm...

Formo as horas que passam no mundo,
Formo os anos que nascem e morrem.



Ninguém pode evitar os meus danos...

Vou correndo sereno e constante:

Desse modo, de cem em cem anos,
Formo um século e passo adiante.



Trabalhai, porque a vida é pequena

E não há para o tempo demora!

Não gasteis os minutos sem pena!
Não façais pouco caso das horas!

Olavo Bilac
(1865-1918)