sábado, 10 de setembro de 2016

Changes

O livro escolhido da vez para ler em meu trajeto para Universidade foi Alice no País das Maravilhas, eu ainda não tinha terminado a leitura do mesmo por vários motivos, mas deu vontade então resolvi ler, e não me arrependi. Quando eu era criança eu vi a animação da Disney e me lembro de ter achado tudo muito louco, minha opinião não mudou rs, mas tendo uma visão de adulta eu me diverti muito com a leitura, sem contar toda a parte reflexiva que o livro traz.

- Poderia me dizer, por favor, que caminho devo tomar para ir embora daqui?
- Isso depende muito de onde quer ir - respondeu o gato.
- Para mim, acho que tanto faz... - disse a menina.
- Nesse caso, qualquer caminho serve - afirmou o gato.

Um dos meus diálogos favoritos, e é bem verdade isso, também já estive nessa berlinda, de não saber para onde ir, e só caminhar...
O que mais me chamou atenção na estória de Alice foram as mudanças que a menina passa, e na minha vida estou passando por tantas mudanças, é como se eu estivesse deixando uma outra pessoa e recomeçando, com outras convicções, ideias, filosofias. Uma reencarnação em vida.
E por incrível que pareça não estou com medo.
Voltando ao assunto Universidade, só tivemos duas aulas nesse dia, o que me deu mais tempo para viver rs.
Viver, como Polhyanna um dia falou para sua tia Polhy, e não ficar apenas cumprindo a lista de deveres, e nessa jornada minha me deparo com essa versão de Changes, que confesso estou VICIADA! Sim gritante, grande, ao ponto de ouvir várias vezes seguida e dançar ao ritmo cadenciado da melodia.
A canção também fala de mudanças, universo seu lindo trazendo até trilha sonora para o meu momento. 


  

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Uma quinta qualquer...

Ontem  eu acordei atrasada, como sabia que iria para Universidade em um ônibus diferente do que vou todos os dias, e que esse ônibus demora muito no trajeto decidi levar um livro para ler no percurso, contando com a possibilidade de enjoar, as vezes isso acontece...
Não enjoei \o/, além de ler o livro Faça Boa Arte do Neil Gaiman eu pude observar a paisagem, começando pela banda da base aérea da minha cidade, que estava tocando em frente ao Palácio da Cultura, achei bacana ver tantos jovens fazendo algo produtivo.
Passei por bairros que me eram desconhecidos, vi pessoas, vi pássaros voando no céu, árvores, construções... Enfim, a vida que pulula frenética em uma manhã de quinta-feira.

Voltando ao assunto livro, a arte do mesmo é uma graça, e o assunto abordado é na verdade um discurso que Gaiman fez para formandos de Artes na Filadélfia, a forma em que foi escrito, com um grupos de frases em cada página nos dá a sensação de que estamos ouvindo o discurso, e cada página conta com uma cartela específica de cores, as mesmas da capa e a disposição dos textos mudam, tornando a leitura bem suave e lúdica.

Aplausos ao final do livro ^_^



Terminei a leitura rápido, inclusive cochilei antes de chegar no meu destino.
Na Universidade conversei bastante com um dos meus professores que me aconselhou, na verdade me incentivou a não trocar de curso, foi uma boa conversa, me senti acolhida.





 



quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Coisas de julho

"Não temos passado
Não queremos voltar no tempo
Vamos ficar animados a noite inteira"

  All through the night
     Cyndi Lauper



Acabaram-se as férias... :(
Neste mês que passou eu assisti séries como:
Stranger Things, e sim, é muito boa!
The Big Bang Theory
Gilmore Girls
Li um suspense bacanudo

Saí com as meninas
Dormi muito
Ouvi muita música boa, anos 80
Comprei chá
 E guardei nessa lata fofa

Humm, chá de camomila é bom...
Se lembram que minha tv estragou? As meninas ganharam uma baby tv.

 Comprei uma saia preta com listras brancas, e uma outra com uma estampa que lembram folhas.
Meu cabelo voltou a ser preto, a cor natural é castanho claro mas não gosto. E está chegando na cintura \o/
Já contei que ouvi muita música boa?


Linda Cyndi, diva!





                                                                                                                                          Julho de 2016

domingo, 14 de agosto de 2016

Leituras # 6

Terminei a leitura de Vida e Morte, e não tenho muito o que dizer. Não foi uma total perda de tempo no final das contas pois gosto de encontrar algo bom em tudo. Edythe é uma personagem sem muitos atrativos e no meu ponto de vista um pouco masculinizada da mesma forma que Beau é afeminado, digo isso ao olhar para a proposta do livro e essa não era a intenção então não ficou legal. O final é diferente do livro Crepúsculo o que era de se esperar pois Vida e Morte não tem continuação. Bom continuo achando que o livro foi um tiro no pé, até mesmo como entretenimento por ter sido mal escrito inclusive com erros grosseiros como troca de gêneros por exemplo, tem uma parte em que Beau é descrito como ela...
É isso, não tenho mais nada para acrescentar em relação a essa leitura.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Leituras # 5

E o que fazemos em um domingo tedioso? Lemos, oras!
Eu decidi ler Vida e Morte de Stephenie Meyer, que é uma edição de comemoração de dez anos da saga Crepúsculo. Como já comentei por aqui eu gostei do livro Crepúsculo como leitura de entretenimento, entendo os fãs de vampiros terem odiado o fato da Stephenie ter fugido completamente do que seria um vampiro, e sim os vampiros dela não são coerentes, mas como falei "leitura de entretenimento". O que eu gosto no livro Crepúsculo é a estória do Edward e da Bella, inclusive quero falar em outra postagem sobre o comportamento dela enquanto adolescente, a insegurança o apego ao Edward que entra em algo mais profundo no ser humano, que é a falta de amor próprio agravado com o não se conhecer de fato.
Bem, fui ler o livro sem críticas ou projeções, até mesmo com uma certa curiosidade em como seria uma vampira apaixonada por um garoto, ou uma mulher madura que se deixa levar pela paixão por um homem mais jovem.
Mas o que aconteceu no decorrer da leitura... nada! A autora simplesmente trocou os gêneros, adaptou uma ou outra fala e só. Beaufort ou Beau é uma personagem sem nenhuma testosterona, eu percebi que a autora não se deu ao trabalho de fazer nenhuma pesquisa em relação a meninos que são frutos de divórcio, no caso de Beau que foi criado pela mãe (e que nesse livro Stephenie detalhou mais a personalidade frívola da mesma) e que poderia ter sido retratado de uma forma muito bonita, ele é um garoto mais calado, sensível, gosta de literatura, se vira sozinho, não curte muito carros e esportes e é hétero, ou seja foi perdida uma oportunidade de quebrar um tabu preconceituoso em relação a meninos com essa personalidade, mas a Stephenie apenas criou uma personagem sem sal e sem nenhuma masculinidade, um adolescente totalmente improvável. É sério! Só lendo para entender. Eu fiquei me perguntando o que leva uma autora a escrever um livro comemorativo de forma tão desleixada, é desrespeito com o seu público. Eu vou continuar a leitura para ver como será retratada a Edythe, quero conhecer melhor o restante das personagens mas digo de coração que esse livro foi um tiro no pé, se você é fã da saga leia sem esperar muita coisa, se você nunca leu Crepúsculo acho muito improvável você se prender a leitura de Vida e Morte, e ouso dizer que provavelmente sua cabeça entrará em parafuso ao tentar entender Beau.

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Folhas

Folhas caindo nas noites de inverno
Folhas que dançam ao sabor do vento
Folhas tristonhas, chorosas que partem
Lúgubre caminham para a eternidade

Sou como as folhas que caem solitárias
Carrego comigo algo de despedida
Trago nos lábios o último beijo
No peito bate um coração partido

Das noites de inverno ficaram lembranças
Que dos olhos desaguam sombrias
Lembranças de um amor que cedo partiu 

E as folhas que lentamente desprende-se 
Durante o inverno vazio da vida...
Desaparecem solitárias rumo ao seu fim. 


* Poesia de dois quartetos e dois tercetos

quarta-feira, 20 de julho de 2016